[2014] La Gata

“La misma gata pero revolcada” é uma expressão mexicana que diz respeito a uma mesma coisa, em diferentes circunstâncias. Juntando todas as adaptações possíveis da mesma trama, surgiu La Gata, (mais) uma trama rosa sob a produção de Nathallie Lartilleux.

Na trama, Esmeralda (Maite Perroni) vive num lixão onde é explorada por uma velha ambiciosa, e por andar no meio da imundice, é conhecida como “a gata”. Ainda criança, conheceu Pablo (Daniel Arenas), jovem rico, e que brincava com ela na barranca próxima a mansão dele. A amizade era proibida pela mãe do rapaz, a prepotente Lorenza (Laura Zapata). Porém, não houve o que impedisse o contato dos dois, e a amizade de criança se converte em um grande amor. Esse amor terá muitos inimigos ao redor, que separam Esmeralda e Pablo. Além disso, um segredo do passado envolve as famílias de ambos. Agustín (Juan Verduzco), pai de Pablo, colocou Fernando de la Santa Cruz (Manuel Ojeda) na cadeia por meio de armadilhas. Esse homem inesperadamente sai da cadeia. Agora, conhecido como “El Silencioso”, promete vingança contra essa família, e quer encontrar sua mulher desaparecida – que agora é a louca Fela (Érika Buenfil) – ambos, os verdadeiros pais de Esmeralda.gata-001La Gata é das tramas mais antigas de Inés Rodena. Surgiu no final dos anos 60, e ganhou inúmeras versões. As mais famosas delas, La Gata (1970, com Maria Rivas e Juan Ferrara) e La Fiera (1983, com Victoria Ruffo e Guillermo Capetillo). Mais recentemente, ganhou novas versões. A última, no México, havia sido realizada na TV Azteca, com o nome de Pobre Diabla (2009, com Alejandra Lazcano e Cristóbal Lander). E até no Brasil, ganhou uma versão em 2004, no SBT, chamada Seus Olhos (que também era ambientada no lixão). A história tem múltiplas versões porque se trata do tema mais básico das novelas mexicanas: garota pobre se apaixona por um rapaz rico e a família impede o envolvimento. Para se chegar a nova versão em 2014, a produtora Nathalie Lartilleux convocou para a adaptação Maria Antonieta “Calu” Gutierrez, que aproveitou os roteiros de uma outra versão da trama, a venezuelana Rubi Rebelde (1989), esta, assinada como original de Carlos Romero e Maria Antonieta Gomez (mãe de “Calu” Gutierrez) e que nada mais era que uma fusão de La Gata original com La Italianita (história que originou Maria Mercedes, 1992). Junta um pouco de cada coisa, exclui outras, e surgiu uma nova versão, mas que não trouxe absolutamente nada de novo. Nada mesmo.

Talvez o grande mal desta nova versão de La Gata foi justamente o contexto de que ela se passava num contexto urbano e moderno, mas enraizada em premissas muito antigas, como a ignorância completa da protagonista, que aliada a uma caracterização forte, fez com que soasse inverossímil que um rapaz rico e estudado como Pablo de fato se interessasse ainda adulto por uma completa analfabeta e que estava o tempo todo fedorenta e imunda. Novelas mexicanas, em geral, apresentam histórias fantasiosas, mas o texto, a produção e a direção te fazem comprar a ideia de que aquilo é possível. La Gata custou a convencer. Pois uma coisa era que Pablo tivesse amizade com ela ainda criança. A outra era os dois já adultos, brincando de escorregar na barranca, ele fino, ela quase indigente.

gata-002Mas o público gosta da trama e a novela teve uma audiência bem aceitável, um sucesso para as 16h. Entretanto, a afobação de Nathalie Lartilleux em repetir o sucesso de Corazón Indomable (2013) colocou a novela em situações novamente pouco convincentes. Quando “El Silencioso” encontra Esmeralda, decide dar um banho de loja nela, e ela já com dois filhos de Pablo, se apresenta à sociedade linda e poderosa. E se estabelece uma situação similar a vivida em Corazón Indomable, da protagonista querendo vingança enquanto simula que ela usa os homens para subir de vida. Felizmente, isso durou pouco – o texto forçado não ajudou.

O ambiente mais marcante de La Gata com certeza foi o lixão. E o mérito da produção foi gravar num lixão de verdade – coisa que trouxe alguns problemas para a produção, como atores passando mal com o cheiro, etc. E foi justamente lá que surgiram coisas interessantes para a novela, como a forte retratação da vida difícil que as pessoas levavam em contraste aos ricaços da novela. E também personagens interessantes, como Dona Rita (Pilar Pellicer), que explorava Esmeralda e Centavito (Pierre Louis) em relação a sua neta ambiciosa Inés (Alejandra Robles Gil). A simpática Jarocha (Letícia Perdigón), amiga incondicional de Esmeralda. Ou ainda a figura do Italiano (Carlos Bonavides), que queria conquistar Esmeralda a qualquer preço e negociava isso com Dona Rita. E, talvez a única grande novidade da trama, a presença de Fela, uma louca que vagava pelo vagão, que era a mãe de Esmeralda. Nas versões anteriores, a mãe dela morria na primeira fase. Mas até o que era novidade, teve uma cara de repetido. Érika Buenfil fazia exatamente o mesmo papel de louca mãe da protagonista que em Mar de Amor (2009), também na produção de Nathalie Lartilleux. Na trama original, el Silencioso se envolveria com D. Mercedes (Socorro Bonilla), mãe de Damián (Ianis Guerrero), o amigo de Esmeralda e que foi parar na cadeia injustamente – onde conhece el Silencioso. Nesta versão, esses personagens existiam, mas D. Mercedes virava reles empregada da casa.

gata-003Apesar de muitos pesares, o melhor de La Gata eram os personagens bem delineados, e o conflito entre o Silencioso e Agustín, que sustentou parte da trama. Ainda que embora fundamentado em argumentos frágeis (como uma folha em branco assinada pelo rival que tiraria a fortuna do outro num julgamento), demonstrou que essa trama ainda tinha força, principalmente porque era protagonizada pelos atores maduros. Essa trama explode justamente quando a novela começa a criar uma identidade própria, e surgem bons capítulos, como o casamento frustrado de Pablo com Monica (Paloma Ruiz de Alba), e o retorno dele para Esmeralda.

E é nesse momento onde a trama sai do marasmo do “de sempre” com a chegada de uma vilã nova: a perigosa Gisela Cinfuegos (Mónika Sanchez). Era exagerada e caricata, mas a presença dela dá uma sacudida na novela e aponta um novo rumo. Primeiro, porque a vilã remetia às grandes vilãs das novelas rosas. Depois, porque a trama original estava esgotada, já que o principal conflito – a diferença de classes entre Esmeralda e Pablo – estava superado. E Gisela cumpre com o que promete: causar. Num dos melhores capítulos, numa festa a fantasia, Gisela se veste de Mulher Gato, imitando o traje de Esmeralda na festa, e engana Pablo. Em outro: toma uma senhora surra de La Jarocha no hospital, ao debochar da paralisia de Esmeralda.

gata-004Algo feliz em La Gata foi o comedido número de tramas paralelas. A melhor surgiu do argumento de Rubi Rebelde. A história de Virgínia (Mariluz Bermudez), a irmã cega e caridosa de Pablo e Mariano (Jorge Poza), que era um anjo de tão boa, e se apaixonava por Centavito, outro morador do lixão. Nesse caso, o fato da cegueira e dela ter vivido praticamente isolada sua vida toda, tornava mais convincente que ela se apaixonasse por ele. Foi uma história de amor bem bonita dentro da novela. O fato de Virgínia já ser cega provocou uma alteração importante na trama central em relação a suas antecessoras. Esmeralda sofreria um acidente e ficaria cega. Desta vez, o acidente – provocado por Gisela – deixou Esmeralda paralítica por um tempo. A mudança também aconteceu porque em Cuidado con el Ángel (2008), a protagonista vivida por Maite Perroni já havia ficado cega.

A reta final da trama mostra um profundo desgaste do argumento. Da trama original, foram resgatar a presença de Juan Garza, um homem que aparecia do nada dizendo ser o pai dos filhos de Esmeralda, provocando uma situação ridícula e patética que só teria sentido nos anos 70, mas que era absolutamente irreal e descabida em 2014. Esse homem era el Tilico (Benjamin Rivero), o filho de D. Rita que estava na cadeia. Ou seja, como um homem que estava preso poderia ser o pai dos gêmeos de Esmeralda? Assim que a reta final gira em torno de conflitos de Inés (Alejandra Robles Gil), a neta ambiciosa de D. Rita, e de inúmeros vai e vem entre Esmeralda e Pablo – simplesmente pela necessidade de esticar indefinidamente a novela. Algumas situações ridículas ainda acontecem, como as mudanças de personalidade de Lorenza que aparentemente redimida, surge na boda entre Virgínia e Centavito para revelar que a menina, além de cega, sofre de uma doença hereditária e que ela era filha de sua irmã na realidade (Que doença? Tanto faz). Virgínia fica grávida e morre ao dar a luz. Os anos se passam e os últimos dez capítulos são puro esticamento, anos depois, com os filhos de Esmeralda e Pablo convivendo com Lorenza, e uma vingança de Gisela. Não à toa a boa audiência do começo foi perdida gradativamente e chegou ao final já com pouco interesse do público.

gata-005Ainda assim, o elenco teve seus bons momentos, mesmo declamando um texto por vezes péssimo. Muitos atores previstos estavam confirmados e saíram da novela. César Évora viveria El Silencioso, mas abandonou a novela para estar em Hasta el Fin del Mundo. Enrique Rocha seria Agustin, mas de repente, se deram conta de que ele já havia interpretado o mesmo personagem em outra versão da trama, em Por un Beso (2000). Manuel Ojeda e Juan Verduzco assumiram os personagens.

Maite Perroni endossou aqui sua enorme capacidade de interpretar  personagens pobretonas. Mesmo com o visual exagerado, com o figurino sempre preto (ou azul), segurando uma gata preta em mãos, ajudaram a simbolizar Esmeralda. Daniel Arenas voltou a viver o galã de Nathalie Lartilleux, e mesmo tendo um personagem absolutamente bobão na mão, conseguiu conquistar o público. Ainda que muitas vezes os personagens tenham sido separados apenas por necessidade do roteiro, os atores tiveram química em cena e agradaram a audiência.

gata-006Os diretores e adaptadores entendem que Laura Zapata só brilha quando tem em mãos uma vilã bem clássica, onde ela possa falar mal dos personagens pobres da novela com todas as grosserias possíveis. Lorenza foi esse papel. Parecia uma reedição de suas grandes vilãs. Pena que houve um longo tempo na trama onde Lorenza parecia regenerada. Ainda assim, Laura Zapata não desperdiçou uma cena sequer para mostrar naquilo em que é especialista.

Mas com certeza dividiu o holofote e ora foi ofuscada por Mónika Sanchez. Gisela brilhou, e foi um das poucas razões para se seguir a novela. Ainda no time dos vilões, Juan Verduzco acostumado a viver papéis de comédia na TV, e em novelas, sempre de padre ou médico, teve em mãos um bom papel e saiu-se bem. E também a impressionante caracterização de Pilar Pellicer – que sempre faz papel de ricas esnobes – como D. Rita, a exploradora do lixão. Lástima que o papel tenha perdido sua função ao longo da trama.

gata-007Manuel Ojeda, ainda que mais velho do que o papel pedia, teve aqui um grande momento. El Silencioso era um personagem forte, que era bom, justo, e que não era o típico bobo. Foi mais herói que Pablo, inúmeras vezes. E mais uma vez, a experiência do ator se impôs. Destaque para o visual moderno do personagem, com cabo de cavalo e tudo. Outra que teve situação similar foi Letícia Perdigón como La Jarocha. Nas tramas originais, ela tinha idade próxima à de Esmeralda. Aqui, era uma mulher um pouco mais velha, que servia como protetora. Mas a presença da atriz foi inspirada, fazendo a personagem alegre, dinâmica, alto astral. A trama original previa que La Jarocha se envolveria com o irmão de Pablo. Isso não aconteceu e surgiu um novo par para a atriz. Causou estranheza que no final, a personagem ficasse grávida de 4 filhos!

Érika Buenfil cometeu um erro ao aceitar Fela. Além da já semelhança com seu papel em Mar de Amor, a atriz recusou um grande papel na novela das 21h, Lo que la Vida me Robó. Ficou inutilmente defendendo Fela na imprensa, dizendo que gostava do papel, mas era pouco para quem havia protagonizado um sucesso como Amores Verdaderos (2012). Jorge Poza esteve sempre importante na trama, e atuando bem – tanto que havia até uma torcida para ele na novela – mas o papel carecia de uma função mais definida, um romance próprio, um rumo só seu. E Paloma Ruiz de Alba, a Mônica, era a mais inexpressiva atriz do elenco – tanto que seu personagem foi diminuído e apareceu apenas quando necessário. Melhor sorte tiveram Mariluz Bermudez, Pierre Louis e Alejandra Robles Gil como revelações da novela no núcleo jovem.

gata-008A produção também foi um problema. Todos os cenários pareciam iguais. Grandes, em cor branca, com pouca cenografia. E os cenários aleatórios, todos mal feitos, sem qualidade. O mesmo pode-se dizer da abertura, feita sem capricho algum. Por sorte, o tema musical “Vas a Querer Volver”, interpretado por Maite Perroni, era muito bom.

La Gata poderia ser bem melhor. As vezes acredita-se que tendo em mãos uma novela de sucesso é o bastante para se fazer um produto completo, e não. Aqui havia uma história e um bom elenco. Faltou o resto.

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38 comentários sobre “[2014] La Gata

  1. Kleber

    Fiquei até confuso e tonto com a mistureba de textos dessas novelas. Nathalia tá provando cada dia mais que é a produtora mais farofeira da televisa.

  2. Diogo

    Pra mim essa novela teve um grave problema…forçou demais a amizade no quesito TEXTO…tudo bem que novela é fantasia…mas muitas coisas não faziam menor sentido…a começar pela amizade entre Pablo e Esmeralda ao longo dos anos…um rapaz podre de rico ia na favela do lado brincar com a menina … e ele não vê que a situação é no mínimo estranha?

    eles tentaram mto ser corazon indomable…e foi um erro…pq criou-se uma “vingança” entre Esmeralda e Pablo que não tinha tanto sentido assim

    Laura Zapata tive muitas expectativas com ela…mas foi horrível a fase dela “regenerada”…fora que não soou como algo que ela tava fingindo…pq tinham cenas dela sozinha refletindo sobre esse suposto arrependimento…

    Monika Sanchez foi excelente…totalmente maluca e fora da realidade…mas com ela tinha a ver coisas assim…afinal a personagem era louca

    agora Esmeralda rejeitava Pablo várias vezes…quando ele caía fora, ela reclamava…algum sentido nisso?

    e erika Buenfil…oq ela viu de interessante no papel pra topar? Comentaram na época que ela recusou Lo Que La Vida me robo…talvez ela esperasse q o Nicandro a chamasse de protagonista na novela seguinte (antes de confirmarem que a história seria Hasta el Fin del mundo)…talvez ela não curta fazer vilã (mas ela já fez uma em Tormenta en el Paraiso) …enfim….sei que seu papel não acrescentou em nada pra carreira dela

    pra Maite a novela valeu a pena…afinal de contas…apesar dela não ter culpa dos fracassos em que se meteu…voltou a ter um êxito como protagonista

  3. Diogo

    esqueci de comentar do penteado ETERNAMENTE desarrumado da Jarocha…detalhe, o desarrumado mais arrumado que tinha…pq era sempre igual…e se notava que ela fazia escova

  4. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Então Kleber… No fundo, mistura daqui, dali, mas dá na mesma história de sempre: menina pobre que se apaixona por cara rico! rs

  5. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sobre a Érika Buenfil, acredito que desde que a Daniela Castro aceitou fazer Pasión (2007), praticamente só fez vilãs… Em Una Familia Con Suerte (2011), ela não era vilã, mas tava no núcleo dos antagonistas… Acho que a Érika fica com esse medo. Agora que havia voltado a protagonizar, talvez aceitar uma vilã seria sentenciar dar passo a esse caminho de ser sempre a má… Lembrem que a Jacqueline Andere, embora nossa geração a reconheça como vilã, foi uma triunfante protagonista na juventude… Acontece que a Fela não era um bom papel, além de não ter peso, mesmo entre os bons, o Silencioso era um papel melhor, a Jarocha era um papel melhor… Enfim, acontece o que eu previ… Enquanto louca, ela terá certa importância… Assim que recupera a razão: vira grande conselheira, naqueles núcleos onde os personagens comentam o que acontece com os protagonistas…

  6. Conrad

    Engraçado que nessa novela, a Maite tava realmente suja e pobrinha, convencia, diferente de em Coração Indomável, onde a Maricruz, na fase selvagem, parecia uma modelo com cabelo desarrumado.

  7. Conrad

    Ah, Tiago. Obrigado por textos tão excelentes. Confesso que venho todo dia ao seu blog na espera de algum texto novo, estou viciado. Você só escreve os da Televisiva? Gostaria de uma crítica a “Dona Barbara”, da Telemundo e de Rosalinda.

    Abraços!

  8. Lucas

    Já sendo redundante, foi no mínimo estranho ver Érika nesse papel após Amores Verdaderos.
    La Gata sempre teve um ar de novela repetida, nem tanto pelo mix de tramas rosas que, verdade seja dita, a Televisa sempre fez, mas sim por termos uma produção da Nathalie com Maite de pobretona, Arenas de galã rico e, claro, Zapata de vilã. Neste caso, acho até positivo que não tenha tido o sucesso esperado, que é pra mostrar que elenco nos papéis de sempre e trama rosa não garantem recordes de audiência.
    Gostei de saber que a Mónika Sánchez se destacou de novo coo vilã. Está ótimo para quem um dia foi a mãe em flash backs da mocinha de Al Diablo con Los Guapos (que mais tarde foi trocada Maribel Guardia, detalhe).
    É o tipo de novela que mesmo que eu tivesse tempo e oportunidade de ver, talvez não acompanhasse, por ter essa cara de “más de lo mismo”.

  9. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sério? Eu também achava a Maricruz bem desarrumada (impecavelmente desarrumada), já a Maite Perroni em La Gata tinha um visual muito forte, talvez exagerado. Em algumas sequencias, mostra a Esmeralda indo procurar emprego totalmente suja e desalinhada… Aí forçam a amizade… Porque uma coisa é você ser pobre, e a outra, você ir numa entrevista de emprego com a cara chamuscada de carvão hehehe

  10. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Então Conrad, é que nem todas as novelas eu assisti! Eu publico só daquelas que eu vi pra poder escrever com propriedade e não ficar no achismo. Doña Bárbara infelizmente não assisti, e tenho mais afinidade com a Televisa. “Rosalinda”, sim eu vi, e pode deixar que já tá na fila das próximas colunas! Continue acompanhando o blog e por favor, contribua com os comentários, toda discussão é bem vinda! 🙂

  11. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Lucas, a Mónika Sanchez andou “sumida” meio que por opção própria… Lembra que ela fez uma personagem que de trágica virou vilã em “Amar Sin Limites”, da Angelli Nesma, e aí logo na sequencia veio essa participação com a mesma produtora em “Al Diablo con los Guapos”. Acho que quando esticaram, ela deve ter sido uma opção mas não quis fazer, e aí o papel recaiu pra Maribel.

    Em “Amores Verdaderos” ela teve um papel bem diferente, depois fez uma participação no começo de “Libre Para Amarte”, e agora “La Gata” onde ela volta a esse papel de vilã que fez ela ficar famosa no final dos anos 90 com “El Diário de Daniela” e “Laberintos de Pasión”. É uma ótima atriz que eu curti que foi o que deu interesse a “La Gata” diante de tanto mais do mesmo que essa novela foi. E as vezes, nem mesmo a Gisela foi o suficiente pra segurar o interesse – ao menos, o MEU interesse – na novela! heheh

  12. Mario

    Pior que os fanzites da Maite querem essa novela no SBT. Deve acontecer o mesmo que aconteceu com Por tu amor: os fãs da Gaby pediam pro SBT reprisar e quando reprisou, despencou na audiência. Ah, queria que fizesse uma resenha de Cadenas de Amargura, novelaço do mesmo patamar que Cuna de Lobos e Corazón Salvaje.

  13. Nanda

    Acho maite e daniel otimos juntos, o problema foi ser uma trama rosa e por isso eles exageram pra chegar ao conto de fadas, creio q esse e um dos problemas de nathalie latileux achar q vivemos no século passado, acho q a televisa deveria ter uma regra se for começar uma novela q seja bem adaptada, bons cenários, roteiro impecavel. Bom estou ansiosa pra próxima resenha sei q não vai ser nd boa o seu ponto de vista de tda mas adoraria ler sua resenha

  14. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Você fala de Triunfo del Amor, Nanda? hahahah

    Então, tem algumas coisas de La Gata que não se encaixam. Ao mesmo tempo que, como citei, ela vai imunda pedir emprego, o Pablo tenta falar via Skype com ela inutilmente… Tipo, me parecem dois universos diferentes…

  15. Nanda

    Isso thiago triunfodoamor acostumei abrevia pra TDA , sobre la gata realmente as novelas mexicanas o principal motivo dos casais ficarem separados e nao terem nenhum contato e que não tem Internet, o número de celular, e ninguém tem rede social. Parece tão distante do nosso dia a dia q fica absurdo… como se não fosse simples se eu quizer encontrar alguém a primeira coisa q eu faria é ir no Facebook, porem na novela os protagonistas não tem isso pq um sempre e pobre e não sabe direito oq é uma tv… Por mais pobre q a pessoa seja ela sabe o mínimo do q acontece no século XXI, mais tipo se eles querem se iguinorar por um tempo como acontece nas novelas não é mais fácil ele se dispidirem e mesmo q não se falem mais eles ficariam sabendo oq acontece na vida da pessoa. .. mais ai ia perder a graça de se verem depois de meses ou anos e perceber q a pessoa tá cada vez mais gata… muito doido mais e novela e mexicana, q eu amo as vezes me acho doida de assistir e depois percebo q assisto pq ela traz os valores q as novelas desse país perdeu…

  16. Conrad

    Tiago, se compararmos a Maricruz e a Marimar na fase inicial, ou seja, a pobre, Marimar leva mais vantagem. Tem cara de ser mais imunda e maltrapilha. Enfim, te indico Dona Barbara pra assistir. Infelizmente, nessa onda de remakes, ja vão produzir uma nova versão, que ao meu ver, só vao estragar.
    Tenho vontade de ver La Gata, mas não quero que o SBT ouse exibir Triunfo do Amor. Novela mais sem noção e mal feita. Salvador Mejia já pode se aposentar.

  17. Bruno

    Essa produtora Natalie está me demonstrando ser uma das piores da Televisa. Todas as suas novelas começam maneiras e terminam em circo, com furos na trama, muitos argumentos frágeis para separar os mocinhos e muitas vezes, na tentativa de uma esticada, ela entope a trama com personagens sem função ou desnecessários.

    Foi assim em “Cuidado com o Anjo”, está sendo em “Coração Indomável”… Pelo visto no caso de “La Gata”, pelo seu relato, nem iniciar bem, a novela inicia, já que não parece ter o menor sentido esse interesse do ‘playboy’ pela ‘fedida’ do lixão… Fora essas bizarrices desnecessárias de aparecer alguém do nada e dizer que é o pai da filha da mocinha ou uma que fala que alguém tem uma doença no meio de uma boda….

    Sério, essa produtora no geral consegue iniciar as novelas com toda uma atmosfera romântica, escolhe atores com química, boas trilhas, apresenta uma religiosidade bonita em suas obras e tem um potencial pra fazer novelas memoráveis mas ela se perde em todas… Não acredito que a Televisa fique toda hora exigindo que as novelas da casa tenham 160, 190 capítulos…. Se for, é melhor ela ir pra outra emissora pois criatividade para estender as histórias, ela e seus adaptadores, já demonstraram que não têm…

  18. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Em “La Gata” chegou a existir um impasse sobre esticar mais a novela. Eles chegaram aproveitar alguns lances de “Rubi Rebelde” como as crianças já crescidas… Mas ali foi puro esticamento… Enfim, uma novela bem fraca na minha opinião.

  19. Matheus José

    Lembro que nos fóruns e sites falavam muito do plot original de La Gata ser frágil demais e vi que essa versão reforçou isso. Cheguei a acompanhar a trama e, numa época, a história se arrastava de tal maneira que a cada semana parecia não ter mais o que ser contado, a não ser se tudo caísse pro circo. Pra mim, o ápice foi na virada de tempo, com as crianças crescidas, Lorenza “des-redimida” e muuuita barriga.
    A novela teve atores bons, mas Nathalie, como sempre, bota tudo a perder na fase do esticamento. Só que dessa vez ela não tinha um texto estruturalmente bom a seu favor pra fazer as barrigas e aí quem perde é o público.
    A trama, mesmo com as dificuldades, teve um ponto bom no carisma dos atores, que fizeram com que tivéssemos um bom laço, principalmente no início e meio da história, bem como a ambientação do lixão, que foi o maior trunfo da novela no quesito de ambientes.
    Parabéns pelo texto, fico feliz que estejas mantendo o blog sempre com qualidade e alternando as novelas. Algumas de suas críticas dão uma vontade de acompanhar as tramas e desejo muitos sucessos. Já pensou em ter página no facebook? Morro de vontade de compartilhar umas de você matérias por lá. Abração 😀

  20. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu concordo com você Matheus, La Gata “não tinha história pra tanto”… E quando isso acontece, só roteiristas muito habilidosos pra saber enrolar sem cair no vazio.
    Que bom que curte as resenhas da página! Continue acompanhando! Se você copiar e colar o link é possível compartilhar no Facebook! 🙂

  21. Jonas Lopes

    No geral La Gata acabou se tornando o pior circo da Nathalie, lembro que o Pablo perde a memória e é recuperado por meio de uma macumba, que bizarrice’ No começo até que a Maitê e o Daniel tinham química, mesmo com o ambiente surreal do garoto rico se apaixonando pela mocinha suja e fedida, mas, ao longo da trama não se tinha mais aquela sintonia, não foi o mesmo que ocorreu em Corazón Indomable, a qual, as duas últimas fases se sustentaram com o romance de Maricruz e Otávio, ou seja, a novela teve seus circos, entretanto, mantinha o público ligado devido a sintonia do casal protagonista, o que não ocorreu em La Gata, já que na minha opinião os protagonistas estavam escassos nesse quesito, sendo que deveriam ter mais afinidade, uma vez que em comparação com Cuidado com el Angel e Corazón Indomable, foram uma casal que não passou a novela toda separado, pelo contrário, inclusive chegaram a se casar dez capítulos antes do fim da trama. No geral a novela teve argumentos fracos, um texto decepcionante, a direção não foi das melhores, algumas atuações não convenciam, e tudo isso foi refletido na audiência que a partir do terceiro mês começou a cair’

  22. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Concordo com você Jonas… Como disse, a novela rosa precisa de uma certa magia pra convencer… mas aqui, na minha opinião, não existiu. E não sou fã ou anti-fã de ninguém. Pelo contrário, acho a Maite Perroni uma boa atriz que sabe sacar um personagem como esse adiante mesmo quando o resto não ajudava.

  23. Reila Cinalli

    Finalmente alguém que concorda comigo.! La Gata foi uma das PIORES novelas que já assisti. Ninguém conhece rede social, internet, celular; por favor em pleno século 21 essas tramas ficaram obsoletas, completamente sem sentido. Além disso foi a pior cenografia de uma novela atual, parecida com Coração Indomável, todas as casas são iguais, tudo branco. Fora que protagonista ficando cego, paralítico, etc já é muito batido. Outra coisa, além da trama ser ruim os diálogos beiram o ridículo, texto muito mal escrito. Sobre a caracterização da personagem Esmeralda, não gostei; ela conseguia ser a pessoa mais suja e desarrumada de todo o lixão sendo que ela tinha pessoas que a protegiam e serviam de exemplo (a Jarocha e a mãe do seu amigo, esqueci o nome rsrs); quando ficou rica não melhorou muito não: todas as roupas eram iguais só mudando de cor praticamente. Concordo que o ponto positivo da novela foi gravar em um lixão real.

  24. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Engraçado Reila, que mesmo com tantos defeitos, a novela ainda se saiu bem… Digo, quando a audiÊncia caiu, nem foi por conta desses fatores, e sim pela morosidade da trama, história que havia acabado, etc.

  25. Reila Cinalli

    Pois é, Thiago. Eu sei que teve uma boa audiência porém pra mim todos esses fatos que apontei tornaram a novela terrível. Simplesmente intragável, nada faz sentido na novela ¬¬”

  26. Leandro Moura

    Eu acredito que o maior problema dessa novela, fora todos os outros problemas mencionados, é a história. O original da Inês Rodena teve tantas adaptações que a história ficou saturada! Só para vcs terem uma ideia, só no México a história teve 6 adaptações! Ou seja, a versão com a Maitê Perroni é a sétima adaptação da história! Isso sem contar nas adaptações venezuelanas e na brasileira!

  27. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sim… eu acho Leandro que a história tá batida, só que, sendo assim, a novela teria fracassado logo de cara, o que não aconteceu. O público é estranho: não existem fórmulas…

  28. joão

    kk Acho que sou o único da página que gostou de “La gata”, porém concordo que ficou bastante repetida a história, poderia ser melhor.
    Sobre “TDA” rsrs sei que foi bastante criticada, porém também já assisti e gostei ainda mais que de “La gata”.
    (Minha Opnião)

  29. Jonas Lopes

    Essa questão de história batida não creio que seja um empecilho já que a maioria das novelas da televisa repetem os mesmos enredos e a maior parte faz sucesso. O que ocorre em La Gata é que a história é mal conduzida, tem uma direção horrível, atuações péssimas, que não convencem, uma história de amor sem argumentos,( se é que pode se falar em amor, pois não conseguia ver uma casal apaixonado em cena, o casal não entretinha, pareciam amigos) Outros defeitos que podem ser apontados: Texto horrível e mal adaptado, atores repetindo os mesmos personagens de tramas exibidas recentemente, enfim. Faltou algo na novela, algo que prendesse o telespectador, como havia carência o público aos poucos foi deixando a trama’

  30. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Acho que sua análise resume muito, Jonas. Só discordo num ponto, quanto ao casal: apesar da história POUQUÍSSIMO convincente, eles tinham química juntos. Inclusive acho que foi o que salvou a novela do fracasso.

  31. Matheus

    O horário das 16 sempre foi de tramas rosas?Porque já está enjoando,e La gata confirma isso porque as novelas desse horário cada dia estão:mal produzidas,sem histórias convincentes,e atores exagerados.Poderiam voltar novelas tipo Retrato de Familia,novelas mais realistas ao invés de tirar esse horário de novelas da programação.

  32. Jonas Lopes

    Thiago eles tinham química, sim, no entanto esta não transmitia um casal apaixonado, apenas se viam bonitos em cena, os beijos não tinham aquela magia que se vê com outros casais, no inicio da novela tinham uma sintonia até boa, mas depois da mudança de visual da Esmeralda aquela sintonia que tinham foi perdendo espaço e olha que das novelas da Nathalie foi a que o casal passou mais tempo juntos. Talvez o desenrolar do roteiro e a direção não tenham contribuído, enfim, na minha opnião a novela teve essa carência, a única coisa que gosto em La Gata é o tema de abertura.

  33. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu acho que cabem novelas rosas aí, mas não só da Nathalie. Outras novelas foram CLÁSSICAS e foram boas: Un Refugio Para el Amor e Corona de lágrimas são exemplos recentes disso!

  34. Kaique Martins

    infelizmente depois que a Maite terminou Mi Pecado nunca mais ela entrou em uma novela boa com um bom personagem e um bom roteiro. e definitivamente dessas 4 ultimas novelas que a Maite fez a que eu mais tenho vontade de ver aqui no Brasil é Cachito de Cielo pois não tenho a menor vontade de ver Triunfo del Amor e La Gata que tem um péssimo roteiro e uma historia praticamente sem pé e sem cabeça. Cachito de Cielo também é uma historia completamente sem sentido mais se for pra mim escolher eu concerteza fico com Cachito de Cielo pois essa me chamou mais atenção que Triunfo e La Gata. ja essa atual Antes Muerta Que Lichita eu acho que é a pior de todas, a Rosy vivia dizendo que a novela ia ser inovadora e definitivamente não vejo nada de inovador naquela historia a unica coisa que vejo é uma novela mesclada com Bety a Feia, Las Tontas No Van al Cielo e principalmente Por Ela Soy Eva. e o penteado da Lichita nessa novela não tem nada a ver falaram que ia ser a historia de uma menina feia que sofria Bulling mais não sei aonde a Alicia ficou feia ali e tambem o casal protagonico não tem nada a ver um com o outro. sinceramente é lamentavel que depois do grande sucesso Mi Pecado a Maite não tenha conseguido ter um bom personagem pelo contrario ela só entrou em novelas ruins e quase todas essas ruins fracassaram e obviamente a culpa não é dela e sim dos produtores e escritores que não sabem fazer novelas. espero que na proxima novela da Maite ela tenha um bom personagem com uma historia muito bem escrita pois é muita historia ruim pra coitada.

  35. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Kaique, eu apesar dos pesares, salvo a Maite Perroni como ilesa de certos micos. Ex: Triunfo del Amor é uma novela ruim? É, mas acho que a Maite segurou as pontas como protagonista, cumpriu seu papel. Em La Gata então, mais ainda!

  36. Micael

    La Gata foi o samba do crioulo doido literalmente. Ainda bem que se manteve nos 121 capítulos que foram trabalhado desde o início pois se fosse esticada aí sim, nós veríamos a perda da noção do ridículo nessa novela. O que eu tbm achei que foi o cúmulo do ridículo que botaram o filho da Érika Buenfil pra ser filhos dos proagonistas, pois era nítido que o garoto não tinha nada a ver com atuação, pois foi completamente ridículo. Simplesmente o menino quando falava não tinha nenhuma expressãoe fora o TEXTO da novela que foi UÓ!

  37. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Higor, Gata Salvaje bebe das mesmas ideias, mas não da mesma fonte. OFICIALMENTE, Gata Salvaje é uma história original de Alberto Gómez, embora tenha inúmeros pontos idênticos com Rosa Salvaje, Una Muchacha Llamada Milagros, etc.

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