[2004] Rebelde

Mais que uma telenovela, Rebelde foi um fenômeno de popularidade como poucas vezes se viu. Uma amostra do espírito inventivo do produtor Pedro Damián de como unir uma história que falasse com os jovens e um produto economicamente rentável para a Televisa sob inúmeros aspectos.

A história, original da produtora argentina Cris Morena, se passa no Elite Way School, um colégio interno de prestígio internacional frequentado por jovens ricos. Nesse cenário, se destaca a patricinha Mia Colucci (Anahí), uma garota extremamente popular, mas que sente falta do carinho do pai, Franco (Juan Ferrara); e Diego Bustamante (Christopher Uckermann), em conflito de identidade e sob forte pressão do pai, o político León (Enrique Rocha). A rotina da escola com a chegada de novos estudantes, como Miguel Arango (Alfonso Herrera), que esconde um mistério: ele deseja se vingar de Franco, e para isso, pretende usar Mia. E a impulsiva Roberta Pardo (Dulce María), filha da cantora Alma Rey (Ninel Conde), que chega para tirar a calma de Diego e também de Mia. E, assim, se estabelecerão os principais conflitos que mudarão a vida desses jovens.

REBELDE-01A novela original, a argentina Rebelde Way, produzida em 2002 já tinha a premissa do sucesso: choque de gerações, amores adolescentes na linha entre o amor e o ódio, e muita música. Mas, com o poderio da Televisa, o que se viu foi um verdadeiro fenômeno. A “rebeldemania” não se restringiu ao México e a novela chegou a inúmeras partes do mundo, com inclusive, mais sucesso que na sua terra natal. A verdade é que, como novela, Rebelde não bateu nenhum recorde de audiência, mas foi impressionante sua popularidade, seja nas ruas, na internet, ou nas lojas com seus produtos licenciados.

A novela teve nada mais nada menos que 440 capítulos, estreando em outubro de 2004, e saindo do ar em junho de 2006. Seguindo a linha da trama original e partindo da experiência anterior do produtor (Clase 406, de 2002), a novela foi dividida em temporadas, que serviram para reciclar a histórias, e introduzir novos personagens.

A primeira temporada girou principalmente em torno dos conflitos entre Mia X Roberta, Mia X Miguel, Roberta X Diego, Alma X Franco. Acontece que os principais casais românticos da novela tinham o mesmo conflito: estavam sempre brigando, mas no fundo se amavam! Apesar de repetido, foi isso que garantiu o sucesso imediato e a identificação com os variados tipos que surgiram. Miguel já era formado, mas se infiltrava na escola como um estudante para poder se aproximar e destruir os Colucci. Ganha a confiança de Franco, o coração de Mia (após dezenas de capítulos, claro). Seu motivo: seu pai havia morrido após uma fraude, causada na realidade pelo irmão de Franco, Carlo (Miguel Rodarte).

REBELDE-02Já Roberta e Diego – que também viviam se enfrentando – a situação se baseava na ideia de que ela era a forte, e ele o garoto mimado pelo pai. Roberta era dona de uma personalidade forte e sempre dizia o que queria, diferente de Diego, dominado pelo pai, que até uma prostituta contratava para que tirasse a virgindade do filho. León era um político sem muitos escrúpulos e que mandava e desmandava em todos a seu redor. Já Roberta tinha fortes embates com sua mãe, a alegre e exuberante Alma Rey, de quem tinha ciúme por sua beleza excessiva.

Outras tramas também ganhavam destaque: Giovanni (Christian Chavez), um jovem rico, mas que tinha vergonha dos pais sem educação que enriqueceram repentinamente. Ele era sem noção, e vivia querendo agradar para entrar na turma de Diego; Lupita (Maite Perroni), garota meiga e estuda na escola graças a uma bolsa de estudos, e vive um romance impossível com o judeu Nico (Rodrigo Nehme), mesmo contra a família dele; Celina (Estefanía Villareal), que lutava para pertencer ao grupo de Mia, mas era gordinha e complexada por isso; Vico (Angelique Boyer), a garota “fácil” da escola; Teo (Eddy Villard), o nerd da turma; Tomás (Jack Duarte), o melhor amigo de Diego; Pilar (Karla Cossio), a enigmática filha do diretor e que mandava bilhetes anônimos contando todas as fofocas sobre os alunos, e Jose Lujan (Zoraida Gomez), uma órfã bolsista que luta para descobrir o mistério sobre quem paga seus estudos, e etc. Com tipos tão interessantes, não foi difícil que a novela caísse no gosto da audiência, com situações que se renovavam a cada semana, gerando mais e mais interesse.

REBELDE-04Paralelo aos personagens juvenis, estava uma trama envolvendo os personagens adultos. Franco Colucci, empresário da moda e que deixava a filha de lado, era um homem sisudo que vivia batendo de frente com Alma Rey, mas no fundo, os dois estavam apaixonados. Enquanto isso, na escola, existia a figura do diretor Pascoal Gandia (Felipe Nájera), que era autoritário e vivia descobrindo todas as confusões armadas pelos alunos; Esteban (Aitor Iturrioz), o inspetor temido, que fazia da vida de Jose Lujan um verdadeiro inferno, e que era interessado por Mía – e posteriormente foi substituído por Gastón (Tony Dalton) – que tinha exatamente as mesmas funções dentro da novela; e Enrique Madariaga (Patricio Borghetti), o psicólogo da escola, sempre disposto a ouvir e ajudar os jovens.

Na dinâmica da novela, alguns personagens e tramas surgiam e ficavam por um tempo vigentes. Por exemplo, o galã Joaquim (Michel Gurfinkell), que enganava Mia e Roberta ao mesmo tempo, e posteriormente se envolvia com drogas, e com Pilar. Na realidade, durante a novela, o ator foi contratado pela TV Azteca e abandonou o barco. Ou ainda, a trama do menino Marcelino (Dylan Obed), que vivia escondido por Roberta, e logo foi adotado pela assistente de Alma, Pepa (Manola Diez).

Outra situação curiosa acontece, a presença de um grupo conhecido como “ A Seita”. São alunos do colégio que andam mascarados e praticam atos terríveis contra os alunos bolsistas. Miguel é uma das vítimas e começa a suspeitar de todos, inclusive de Teo. Este, por sua vez, se infiltra na seita (e da qual seu irmão havia participado), para tentar desmantelar a gangue.

REBELDE-05O ano vai terminando e após o segredo de Miguel vir à tona, ele Mia se acertam. Já Roberta e Diego, que estavam quase se entendendo, terminam separados. A primeira temporada teve o ritmo perfeito, e mesmo com algumas situações inverossímeis – como o excesso de aparição dos pais interferindo na rotina da escola mesmo que todos fossem apresentados como pessoas extremamente ocupadas (uma cantora, um político, um empresário, etc) – a novela se sustentou por 215 capítulos dessa primeira etapa.

Já na segunda temporada, muitas novidades aconteceram. Alguns personagens saíram, e novos entraram, como a entrada de Rafael Inclán como Nick, um velho amigo de Franco e que vai se interessar por Alma Rey. Além disso, Nico deixava a escola, e o coração de Lupita arrasado. Ainda mais quando se descobria que ela tinha uma meia- irmã: Lola (Viviana Ramos), que implicava com ela em tudo. As duas disputavam Leonardo (Eleazar Gómez). Mas o ator – que é irmão de Zoraida Gomez na vida real – deixou a novela por indisciplina, e surgiu Santos (Derrick James), um rapaz misterioso, e que veio a ser o novo amor de Lupita. Outra nova personagem: Sol (Fuzz), uma modelo que vem a disputar terreno com Mia pela popularidade no Elite Way School. Rocco (Diego González), que se apaixona por Vico. Mas a verdade é que nenhum desses novos personagens teve algum carisma junto ao público, assim que os personagens veteranos seguiram os favoritos da audiência.

A segunda temporada para Roberta e Diego giram em torno da disputa pela vaga de presidência do grêmio estudantil do Elite Way School. Mais motivos para os dois viverem em pé de guerra. Já Mia e Miguel, já unidos, começam perdidos numa ilha, e posteriormente, Gastón arma um sequestro para Miguel, para que ele pareça responsável por querer extorquir Franco, rompendo assim o relacionamento dos dois.

REBELDE-06Fora isso, Leon faz Diego acreditar que sua mãe o abandonou, e aos poucos, vai convertendo-o a sua imagem e semelhança. Já Roberta se aproximará de Octavio Reverte (Lisardo), um novo professor. O que ela não imagina é que Octavio na verdade é Martin, que no passado, viveu um romance passageiro com Alma e logo se descobrirá que ele seu verdadeiro pai, segredo que deixará Alma em pânico. Já na escola, Pascoal perde o posto de diretor, que será assumido por Font (Alejandro Pereza), mas que ficará pouco tempo devido à gestão ditatorial e que terminará com uma acusação de assédio e a volta de Pascoal.

A segunda temporada começou com força, e com ar de novidades, como a troca dos uniformes dos estudantes. E o humor ganhou cada vez mais espaço. Mas o grande porém era o excesso de improviso, que deixava as cenas lentas, sem graça, e algumas vezes, até sem sentido. O personagem Pascoal cresceu e ganhou grandes traços cômicos, e Giovanni começou a andar em círculos sem uma história a seguir. Outras situações eram um pouco inexplicáveis, como o fato de Miguel seguir na escola como um estudante mesmo já sendo formado. Lupita era uma personagem que pertencia somente a primeira temporada de Rebelde Way. Na segunda, ela saía e entravam duas irmãs. Para acertar sua continuidade na história, ficou posto que entraria somente esta meia-irmã.

Rebelde Way terminou com duas temporadas. E após 120 capítulos desta segunda temporada, a Televisa decidiu relançar a novela com uma terceira temporada, mas apenas dando continuidade à história. Então começaram os derradeiros 105 capítulos finais. A novela decidiu apostar no futebol como atividade recorrente dos alunos – até porque, o ano era 2006, ano de Copa do Mundo. Roberta e Diego seguiam separados, e com outros casais, na tentativa de chamar a atenção do outro. Roberta, com Iñaki (Antonio Sainz), e Diego, com Lola. Além disso, Diego tinha que conviver com o problemático Javier (Mike Biaggio), filho da nova namorada de seu pai, e que vivia armando para que Diego fosse prejudicado.

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Mia e Miguel enfrentavam uma crise em seu relacionamento. Ela desejava perder a virgindade com ele, mas Miguel cada vez mais se aproximava da depressiva Sabrina (Claudia Schimitd), que armava para que todos achassem que eles haviam transado. Mas esses não serão os únicos problemas de Mia. Marina Cáceres (Nailea Norvind), sua mãe, que ela acreditava estar morta, reaparecia após uma reabilitação por drogas e tentava se reaproximar, gerando mais dúvidas. Na mesma semana em que Mia descobre que sua mãe não havia morrido, Reverte revela a Roberta que ele é seu verdadeiro pai. A situação aproxima as duas (novamente, ambas vivem o mesmo conflito).

Durante todo esse tempo, uma das tramas mais interessantes da novela é a de Jose Lujan. Finalmente, revela-se que Gastón, que sempre a tratou de maneira hostil e cruel era seu tutor. Na realidade, ele era seu irmão, e após a morte dos pais de ambos, ele havia se encarregado da criação dela. O segredo se revela e logo Gastón morre num acidente – que Miguel tenta deter, e acaba sofrendo um acidente onde perde a memória. Pouco a pouco, ele reconhece a todos – menos Mia, que sofre profundamente.

As últimas semanas giram em torno de Miguel desmemoriado, e a busca de Diego por ajudar a prender seu pai, acusado de corrupção. Na reta final, Rebelde voltava a crescer, mesmo após tanto espichamento, a novela volta a ficar interessante. O capítulo final, mostra finalmente Mia e Miguel se acertando, bem como Roberta e Diego, e o casamento de Alma e Franco – que ainda por cima, adotam Jose como filha.

E durante toda a novela, foi se formando um dos fatores que com certeza foi o detonador de tanto sucesso: a banda RBD. Dentro da novela, a banda era por Mia, Miguel, Roberta, Diego, Lupita e Giovanni, a banda se formava de forma clandestina na escola, e pouco a pouco, eles iam ganhando fama, reconhecimento, etc. E fora da novela, formada por Anahi, Alfonso Herrera, Dulce María, Christopher Uckermann, Maite Perroni e Christian Chavez, o RBD foi capaz de transformar seus participantes em verdadeiros astros de reconhecimento internacional. Essa experiência Pedro Damián já herdara de novelas passadas, mas nunca fez tanto sucesso como em Rebelde. Os temas musicais, bem como os CD’s, viraram hits e alcançaram vendagens impressionantes. O Brasil, inclusive, foi um dos lugares onde o RBD fez mais sucesso. Discos em português e inglês foram gravados, e eles deram a volta ao mundo com turnês triunfadoras.

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Rebelde, Solo Quédate en Silencio, Sálvame, Nuestro Amor, Aun Hay Algo, Tras de Mi, Este Corazón, foram alguns dos temas que serviram como abertura para novela ao longo de quase dois anos no ar e que viraram um verdadeiro chiclete em todas as rádios. Durante a Copa do Mundo de 2006, foi lançada uma abertura especial para a comemoração da presença do México no mundial. Não parou por aí, também foram cadernos, mochilas, roupas, bonecos, etc.

Outras presenças especiais marcaram a novela, geralmente ligada a aparição do RBD em algum lugar dentro da trama: Lenny Kravitz, Hilary Duff, Gorillaz, Tiziano Ferro, Ricardo Montaner, foram alguns desses nomes. Num capítulo marcante, o RBD participa do programa “Otro Rollo”, apresentado por Adal Ramones.

Várias cenas merecem destaque: a viagem da turma para o Canadá (que serviu para o cenário do clipe Sálvame), a festa de aniversário conjunta entre Mia e Roberta, a festa dos anos 70, quando Diego cai bêbado na piscina e é salvo por Roberta, o acidente que mata Gastón, os concertos do RBD, entre outros. Um traço da novela é que cada capítulo era iniciado com um pensamento narrado por um dos atores. Podia ser de algum pensador ou autor famoso. Com o tempo, o próprio público mandava as frases.

Outro elemento fundamental que garantiu o sucesso de Rebelde foi o carisma da escalação do elenco. A começar pelos juvenis, e, sobretudo, as meninas. Anahí brilhou com sua Mia Colucci, e o bordão “Que difícil es ser yo” se repetiu à exaustão. Ela já era uma estrela , mas aqui, sua capacidade tanto para a comédia quanto para o drama ficaram evidentes e a personagem virou símbolo da novela. O talento de Dulce María finalmente foi reconhecido. Sua interpretação como Roberta foi forte, e mostrou que há tempos ela merecia uma protagonista. O visual com cabelos vermelhos marcou tanto que a atriz até hoje – por meio de forças contratuais, ainda não se livrou dele. Maite Perroni foi a grande revelação, sua doce Lupita mostrou que a atriz logo despontaria para o papel de mocinha. E ainda, uma grata surpresa: Ninel Conde, até então apenas vista apenas como uma siliconada atriz, mostrou garra e carisma como Alma. O papel, a princípio, era cotado para Maribel Guardia.

REBELDE-09Entre os homens, Alfonso Herrera e Christopher Uckermann viraram os galãs juvenis do momento. Mas eram mais carismáticos que bons atores, e constantemente, eram engolidos por suas parceiras – Christopher Uckmermann, em especial, era muito fraco. Christian Chavez era um pouco melhor, mas o personagem era muito sem função e aparecia demais. Juan Ferrara e Enrique Rocha emprestaram suas trajetórias a Rebelde, e tiveram papéis que acabaram marcando suas carreiras, mais pela popularidade da novela.

Vários atores juvenis foram revelados e tiveram boas interpretações, alguns logo viriam a ser astros. Angelique Boyer, inclusive, hoje goza de viver várias protagonistas no horário nobre. Zoraida Gomez, Estefania Villareal e Eddy Villard, também seguem vigentes. E outros, fizeram em Rebelde suas primeiras aparições: Eugenio Siller, José Ron, etc. E há ainda aqueles que estavam ali, e até já tinham feito sucesso anteriormente, como Allisson Lozz e Diego González (hoje Diego Boneta, e promissor em Hollywood).

E houve ainda alguns atores muito ruins que passaram pela novela, como Fuzz vivendo Sol – uma personagem que ninguém gostava, não era engraçada, não era vilã, só era enjoada. Lola, de Viviana Ramos, outro caso de uma personagem insuportável. Mas a mais sem graça delas era Sabrina, de Claudia Schmitd. Era praticamente inconcebível acreditar que Miguel trocaria Mia por uma mulher tão desinteressante, chata e pouco agraciada em beleza.

E ainda alguns atores desperdiçados, como Letícia Perdigón, vivendo Mayra, a madrinha de Lupita, que praticamente não tinha função dentro da novela. O mesmo vale para a boa atriz Tiaré Scanda – num personagem sem graça por 2 anos inteiros. Ou ainda,a presença de Nailea Norvind, anunciada como uma das atrações da segunda temporada. Foi surgir praticamente na terceira, e embora atuou bem como sempre, prometia movimentar muito mais a novela. Aliás, Tessa Norvind, filha da atriz, vivia a irmã de Miguel no começo de Rebelde.

REBELDE-10Outras curiosidades: Patricia Borguetti fez par com Grettel Valdez, sua esposa na época. Ele saía ao final da primeira temporada, mas voltaria na terceira etapa da trama. O curioso era que em Clase 406, Grettel era do grupo de alunos da escola, junto a Dulce María, Alfonso Herrera, Christian Chavez e outros. Clase 406 aliás, era a precursora de Rebelde. Principalmente no decorrer da novela, Pedro Damián havia acertado o caminho, mas era muito pesada e violenta. Com Rebelde, ele conseguiu conquistar de vez o telespectador com uma novela mais colorida, alegre e divertida. Também haviam alguns temas fortes, como drogas (com Joaquim), gravidez indesejada (com Celina, na terceira temporada), violência doméstica (com Vico e seu pai, Hector – vivido por Alfonso Iturralde). Mas o contexto geral da novela era de alegria, como pedia o horário juvenil.

Com o final de Rebelde, nunca mais uma novela juvenil alcançou o mesmo resultado. Como dito anteriormente, Rebelde não foi uma recordista de audiência – outras novelas anteriores tiveram números mais impressionantes. Mas após sua exibição, Rebelde virou referência. Como o grupo RBD ainda perdurou por um tempo depois da novela. Em 2009, lançaram seu último CD.

Em 2007, Pedro Damián decidiu aproveitar a química entre os atores da banda para lançar uma série chamada RBD – La Família. Não eram os mesmos personagens da novela, era como se os atores vivessem eles mesmos, em situações fictícias. A série foi um fracasso total. O mais relevante é que foi a primeira série exibida em HD no México.

A novela ainda ganharia novas versões. Remix, ainda em 2004, na Índia. Rebelde Way Portugal, em terras lusitanas. Corazón Rebelde, em 2009, no Chile. E Rebelde, em 2011, na TV Record. Essa versão fez um relativo sucesso, mas foi bastante modificada quanto a personagens e enredo. Essa versão, internacionalmente, ficou conhecida como Rebelde Rio. Ainda no Brasil, anos antes, uma produtora independente fez um piloto, baseado em Rebelde Way, produzido para o SBT, que nunca ganhou continuidade nem foi ao ar.

Não restam dúvidas que Rebelde marcou a carreira dos envolvidos. Até fez falta a novela não ter sido tão excelente quanto foi o sucesso que a pautou desde o primeiro capítulo. Ainda assim, um acerto para Pedro Damián, um sucesso que ficou marcado na história da TV mexicana.

Confira abaixo um vídeo com o elenco da novela!

21 comentários sobre “[2004] Rebelde

  1. Luccas Villela

    Nossa, eu cheguei a me emocionar lendo parte do texto, rss. Eu acho a novela um saco hoje em dia, rs, mas na adolescencia amei demais a primeira temporada (a segunda foi um lixo e a terceira regular). Mas o GRUPO RBD foi demais…

    Nossa senhora, como foi mágico ir aos shows, gritar aquelas musicas tão fortes <3 Ai ai ai, dia desses fui numa balada especial RBD e tive que me segurar pra não chorar vendo tanta gente de frente pra um palco com um telão GRITANDO aquelas musicas como se os seis estivessem no palco.

    Foi SURREAL. Realmente, o grupo fez história. A novela não.

  2. Kleber

    Sem sombra de dúvidas um marco nas telenovelas juvenis. Porém, na minha opinião, decaiu muito de qualidade com o passar dos capítulos, ficando confusa e cansativa.

    É bem interessante acompanhar a trajetória de vários que começaram em RBD e hoje são estrelas como a Angelique Boyer.

    E dos protagonistas, inegavelmente, a Maite foi a que deu melhor no campo da atuação.

  3. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Acho que a coluna mostra bem no que diz respeito a novela a graça de acompanhar a primeira temporada, curtir o bom e o ruim, mas como tudo o que vai bem, acaba esticado, e fica difícil manter a energia pra sustentar 440 capítulos! Ainda assim, valeu a pena, o RBD faz com que a novela rebelde tenha um lugar especial nos fãs daquela geração.

  4. Sabrina Leonardo

    Adorei a matéria, mas discordo na parte que diz que Christopher era fraco, sinceramente para mim Afonso, era bem mais fraco, ainda mais quando tinha que chorar. Umas das cenas que mais fiquei emocionada foi a de Diego chorando após Roberta ter jogado o anel que ele havia lhe dado de aniversário. Simplesmente foi o melhor naquela cena. Realmente as meninas engoliram os rapazes nesse tanto na atuação, quanto nos palcos. Tanto é que as três hoje tem mais espaço na mídia. Sou apaixonada pelo RBD e fiquei feliz, por ter lido e descoberto coisas que não sabia (curiosidades). Obrigada!

  5. Lucas

    Rebelde é uma faca de dois gumes. Se formos analisar pelo lado da dramaturgia, claro que deixou muito a desejar. Um enredo relativamente simples esticado em capítulos e mais capítulos. Porém, é impossível não sucumbir aos seus encantos no quesito elenco bem escalado, produção, trilha sonora. O RBD marcou uma geração, doa a quem doer!
    A segunda temporada foi mesmo muito decepcionante, mas acho que a novela se recuperou bem no final, principalmente no último mês.
    E convenhamos: produzir algo que, mesmo não sendo perfeito, como já falado, se torna referência e marca a história das novelas juvenis, não é pra qualquer um.
    Sdds adolescência!

  6. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Rebelde não será esquecida tão cedo… como você diz, “doa a quem doer”! Eu mesmo, particularmente, acho que a novela foi bastante imperfeita… Mas quando você vê a repercussão que ela gerou (e ainda gera), começa a lembrar dos fatos que levaram a isso, e vê que, mesmo imperfeita, a novela teve várias qualidades aqui citadas!

  7. Diogo

    o conceito da escola é muito irreal…mas tinha lá seu charme…mas claro…nada q justificasse tanto de capítulo q teve…sim…os produtos da marca precisavam da novela no ar para q continuassem vendendo mto…mas o elenco do segundo ano…é mto ruim!!! carisma zero nos personagens…os do início sim…sao legais…a maioria…não todos

  8. Carol Garcia

    Primeiramente Thiago, gostaria de lhe dar os parabéns quanto ao conteúdo do site, está impecável! Suas resenhas sáo ótimas; completas e com críticas na medida certa.

    E quanto a Rebelde, a premissa é sem dúvidas de uma fórmula ganhadora e que consolidou seu sucesso graças ao carisma de grande parte do elenco.
    Mas não há como fechar os olhos para as grandes falhas na produção, como você mesmo citou. Eu particularmente sempre fiz piada como o fato do Miguel já ter concluído o ensino médio e ainda sim continuar no Elite Way.

    O casting foi quase perfeito, apesar de Mia não ser um personagem lá muito complexo Anahí a levou a sério e não havia como náo gostar dela, ainda que os roteirista uma hora a amadureciam e outra hora seu infantilismo voltava com força total. Dulce brilhou e para mim foi agraciada com o papel mais rico da novela. Maite fez uma Lupita sem carisma e exagerada.
    Já dentre os homens, Poncho foi competente ainda que seu personagem sofra uma inexplicável mundança de personalidade ao longo da trama, deixando de ser radical e maduro para ser influenciado por Sabrina e se embebedar com três taças de champagne; Christan apesar de bom ator foi sacaneado por seu personagem se tornar sem graça e sentido; Christopher pode até ser um bom ator, mas eu não tinha paciência com Diego, muito influenciável e imaturo (principalmente na segunda temporada).

    A primeira temporada foi encantadora.
    A segunda temporada foi uma verdadeira prova de fogo para qualquer fã, com histórias bobas e novos personagens chatos (salvo Roco e Santos), eu pensei em largar a novela algumas vezes.
    Na terceira temproada conseguiu ser empolgante (não como a primeira obviamente), pricipalmente pelo casal Alma e Franco que tinham muita quiímica e humor na medida certa.

    Com certeza rebelde teria sido melhor se tivesse se inspirado em sua precursora Clase 406, arriscando mais e sendo mais crua; afinal era dicífil de acreditar que Mia e Roberta terminassem a novela virgens enquanto Celina ja tinha até engravidado.

    Apesar de tudo marcou toda uma geração e creio que muita gente, assim como eu tem um carinho enorme pela história, seus personagens e colégio dos sonhos que era o Elite Way.

    Thiago, gostaria de saber se você já viu Clase 406 (Se não viu, recomendo muitíssimo) e se pensa em fazer uma resenha sobre.

  9. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Oi Carol, obrigado pelos comentários positivos a respeito do blog, continue acompanhando!
    Então…Clase 406 eu vi, mas não completa… por isso não me arrisco a escrever sem conhecer melhor a novela. Do que vi, achei uma novela um pouco pesada, que pregava que deveria existir esperança na juventude, mas não víamos isso por nenhum lado. Pelo que sei, no decorrer da novela, a novela foi ficando mais “novela”, e menos “a realidade nua e crua”.

    Acho que em “Rebelde”, o Pedro Damián conseguiu o frescor que faltou em “Clase 406”. Até pelo fato de, nessa vez, os personagens serem ricos e viverem numa escola espetacular, os problemas foram mais suaves. “Rebelde” não é uma novela de “retrato da juventude”, mas uma festa, com casais, o basicão de uma novela. Mas a fórmula de sucesso foi espichada além da conta, e algumas tramas foram ficando repetitivas, os núcleos secundários muito baseados no improviso (tanto que alguns personagens, como o próprio Giovanni, pra mim, foi ficando sem nenhuma coerência). E tudo pela necessidade de fazer um produto durar até que a última gota da laranja restasse… O que é uma pena, porque quando, na terceira temporada, quiseram retomar uma boa novela (como vc bem citou, ainda assim, inferior a primeira temporada), parte do público já havia cansado.

  10. Carol Garcia

    Bom, eu vi Clase 406 completa pelo canal da televisa no youtube.
    Sim, a novela foi se suavizando e refinando como o com o passar do tempo, ao meu ver foi muito boa, apesar de uma quarta temporada desnecessária numa tentativa de espichar os bons índices de audiência. Eu a citei porque gostei muito do seu ponto de vista e um raio x de uma novela tão forte seria interessante. Sou fã do Pedro Damián apesar de seus esticamentos característicos hauhau, Também recomendo sua adaptacão mais doce, Primeiro Amor…A Mil Por Hora.

  11. Daniel

    Era fã, mas hj sinto muito vergonha, acho que esticaram além da conta ficando muito repetitiva e desgastada.

    Deviam ter acabo na primeira temporada, que já tinha durado 215 capítulos, fora os personagens que entram na 2da temporada que prometiam bastante e no final fizeram figuração de luxo sendo ofuscados pelos personagens que estavam desde o ínicio

  12. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu acho que 300 capítulos teria sido suficiente. Acho que se pegasse tudo que realmente foi interessante ou rendeu, daria até menos que isso… Só de cenas improvisadas, dava pra jogar fora mais de 100 horas de novela heheh

  13. nanda

    Assisti e é um absurdo como enrrolaram tanto e so os personagens mais esquecidos perderam a virgindade mia e Miguel nada e muito menos roberta e Diego. Foi uma novela que olhando hoje eu não consigo entender porque tantas pessoas pedem a volta do grupo que pra mim o público so assistia a novela por que não tinha dinheiro pra ir ao show então ficavam esperando os insaos para ouvir as músicas.

  14. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Será que era essa a razão do sucesso Nanda? Sobre os protagonistas não perderem a virgindade… É a tentativa de deixar a imagem das mocinhas imaculadas..

  15. nanda

    A idéia de deixar as mocinhas imaculadas ok e no mínimo romântico mas e levar o que o público quer ver eles não levam em conta tenho certeza que as pessoas esperavam uma cena romântica entre mia e Miguel, roberta e Diego tudo bem afinal eles so realmente ficam juntos no final mas mia e Miguel ficaram juntos desde o fim da primeira temporada era de se esperar augo mais mesmo pelo horário que foi exibida . Vamos levar em conta que a novela teve um peso muito grande sobre os adolescentes da época e que eles não queriam dizer que o sexo é tudo mas que o amor e muito mais importante talvez não tenha sido a idéia de deixar as mocinhas imaculadas mas não passar a mensagem errada ao público ou medo de levar críticas.

  16. Diana

    Assisti quando passou no SBT e eu era fanatica,tinha tudo,caderno,bolsas,postêres,fotos,figurinhas e etc.Era a maior diversão ir pra aula no outro dia.Hoje já não sou, mas ainda lembro das músicas que eu acho muito bonitas.Agora que estão reprisando não vejo mais,tentei assistir alguns capítulos mas não tenho paciência.Foi um sucesso e ficara marcado pra sempre porque afinal fez parte não só da minha infância como de também de tantas outras
    Agora sobre a versão Brasileira da TV Record pra mim não valeu nada,um verdadeiro LIXO,uma Vergonha
    Obs;gostei muito do blog

  17. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Obrigado pelos comentários Diana, continue acompanhando o blog!

  18. joelma

    Bom na minha opinião foi uma das telenovelas mais extraordinária q já existiu…. Fez parte da minha infância e até hj faz pois assisto e não perco capitulo algum….. Rbd então foi simplesmente fantástica a banda…..não tenho o que reclamar, claro tinha cenas bobas….. Hehehe e até hj tenho pôsteres, cards fotos guardadas num ligar especial…. Fora as músicas no celular amoooo de mais…… Ótimo conteúdo vio thiago

  19. VITORIA ALVES

    E MUITO BOA ESSA NOVELA REBELDE EU SOU A FA DE DUCE MARIA I DE MAITE QUERO QUE UM DIA REALIZIR O MEU SONHO DE VIR PRA PARA IGARASSU

  20. lavinia rebeldinha

    eu sou muito fa da novela rebelde espero q eu tenha umha oportunidade de conhecer christopher-uckermann e dulce maria te amo diego muito muito muito

  21. Joyce

    Rebelde foi a revolução nacional. Eu já tinha os meus 24 anos, mas é impossível não se apaixonar por Rebelde. Assisti todas as temporadas e fui no show, aqui no Rio. Acho que quero morar no México hahaha

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