[2002] Entre el Amor y el Odio

Poucas novelas foram se moldando ao longo da exibição, e tão fortemente escritas ao calor da audiência como Entre el Amor y el Odio, produção de Salvador Mejía Alejandre em 2002 que teve o mérito de se tornar um sucesso durante sua exibição.

Na história, Octavio Villareal (César Évora) vivia em conflito com seu tio, Fernando (Joaquin Cordero) desde que ele impediu seu casamento com a ambiciosa Frida (Sabine Moussier). Por isso, ficaram afastados durante anos. Quando Fernando morre, deixa desolada a jovem Ana Cristina (Susana González), moça pura, e que o via como um pai. Fernando deixa a fábrica de sapatos da família – e toda a sua herança – para Octavio e Ana Cristina, com a condição de que os dois se casem. Assim que coloca os olhos em Ana Cristina, Octavio se apaixona, mas se debate entre o ódio que sente. Além disso, as intrigas de Marcial (Alberto Estrella), o administrador da família, levam Octavio a acreditar que Ana Cristina era a amante de Fernando. As coisas se complicam com a volta de Frida, que está de olho no dinheiro da herança. E assim, entre beijos e bofetadas, Octavio e Ana Cristina vão descobrir o verdadeiro sentimento que os une.

ENTRE-01A história original, de Hilda Morales de Allouis, tinha poucos capítulos e para desenvolver Entre el Amor y el Odio, a adaptação de Liliana Abud precisou criar praticamente uma nova novela. O problema é que a premissa original era extremamente simplista, e pouco atrativa para o horário das 21h. Além disso, um equívoco da adaptação, fazia Octavio – um homem de 40 anos – e Ana Cristina – uma mulher adulta, se comportarem como duas crianças que brigavam por tudo. Com esse argumento fraco, a novela custou a cair no gosto da audiência.

Nesse meio tempo, a trama que mais chamava a atenção era a da sofrida Maria Magdalena (Maria Sorté), uma mãe de família às voltas com a morte do marido, o assédio de Marcial e os conflitos com seus dois filhos, o nobre José Alfredo (Fabián Robles) e o violento Gabriel (Luis Roberto Guzmán), metido em lutas clandestinas. Num lance folhetinesco, Maria Magdalena tinha um segredo: um de seus filhos não era seu filho! Era Gabriel, mas Maria Magdalena considerando José Alfredo mais maduro, mentia dizendo que este não seu filho, para poupar Gabriel (Oi? Sim, isso era meio sem explicação, mas funcionava). Gabriel, além disso, se envolvia com drogas, e acaba enriquecendo graças às lutas, e virava um demônio, atormentando a chorosa mãe. A verdadeira mãe de Gabriel era Tia Rebeca (Ofélia Cano), uma tia mosca morta, e que quando esse assunto vinha à tona, virava saco de pancada Não houve um capítulo sequer em que Maria Magdalena não derramasse rios de lágrimas. Num capítulo em específico, ela acidentalmente espetava o dedo numa agulha e começava a chorar, e do nada, remetia isso a dor das mães que sofrem por seus filhos. Exagerado, mas um sucesso!

ENTRE-02Com quase dois meses no ar, e diante de uma audiência tímida (a novela não era um fracasso), Salvador Mejía Alejandre começou a promover mudanças profundas. Dramas mais densos e uma dose forte de truculência fizeram parte de reviravoltas na trama. Revelava-se que outra condição havia no testamento de Fernando: um filho gerado do casamento de Octavio e Ana Cristina. A essa altura, Frida e Ana Cristina aparecem grávidas ao mesmo tempo. Por meio de armações, Frida e Marcial falsificam o exame de Ana Cristina, e Octavio acredita não ser o pai do bebê da protagonista. Surge Paulo Sacristán (Victor Noriega), um oxigenado pretendente para Ana Cristina e disposto a assumir a criança.

E uma entrada de peso na trama: Rogelio Valencia (Enrique Lizalde), o verdadeiro pai de Ana Cristina. No passado, Leonela (Jacqueline Bracamontes, em sua primeira aparição em telenovelas) sofreu um acidente e entregou Ana Cristina recém nascida a Manuel (Miguel Córcega), um ex-padre, que criou a menina. Leonela acreditava ter sido traída pelo marido, mas tudo era intriga de Lucila (Felicia Mercado), uma falsa amiga que acaba casando com Rogelio. Por meio de um sinal de nascença – sim! – descobriu-se que ele e Ana Cristina eram pai e filha.

Aliás, esse foi um recurso usado à exaustão em Entre el Amor y el Odio: pais e filhos perdidos. Ana Cristina não sabia que Rogelio era seu pai. Maria Magdalena mentia que José Alfredo era filho da cafetina Rosália (Silvia Manriquez) – que tinha um filho perdido do passado, quando na realidade Gabriel era filho da Tia Rebeca. E, por sua vez, Frida resultava ser a verdadeira filha perdida de Rosália. E ainda havia uma subtrama totalmente sem função sobre Rubén (Alberto Lotzín), empregado da fábrica, atrás de seu verdadeiro pai, um tal Compadre Baldomero.

ENTRE-03A virada decisiva da audiência se deu com a gravidez ao mesmo tempo de Frida e Ana Cristina, e a consequente troca de bebês promovidas por Marcial. Liliana Abud, com excessiva dose de loucura em seu texto, tornou finalmente Entre el Amor y el Odio uma novela imperdível, com todos os elementos que marcaram a novela – para bem ou para mal.

A violência exagerada foi um dos pontos chaves. Entre personagens do passado e do presente, foram 17 mortos ao longo da novela, sendo que 8 dessas mortes foram provocadas por Marcial. Este, aliás, um dos destaques da novela. Ao assumir que era um vilão assumidamente bizarro, com direito a um fanatismo por Napoleão Bonaparte (ao ponto de tratar seu filho com Frida – e criado por Ana Cristina – de “O Pequeno Imperador”), seus planos diabólicos e seu amor doentio por Maria Magdalena (a quem faz casar com ele vestida de Josefina – o grande amor de Napoleão) fizeram dele um vilão inesquecível. Como esquecer o urso de pelúcia gigante que ele usava para vigiar sua amada Maria Magdalena? E junto a Frida, ele formou uma dupla memorável de antagonistas. Frida, inclusive, chegou a beirar a loucura ao contrair lepra (!). A imagem de sua pele despedaçando tinha algo de trash e ao mesmo tempo fascinou o público.

ENTRE-04Num dos momentos limites, Marcial e Frida se travestem de Napoleão e Boneca Feia para sequestrar os meninos, o que consequentemente, provoca a morte de Juan Manuel (Alejandro Hernández) – o próprio filho deles, mas criado por Ana Cristina. Essa morte provocou duras críticas a novela, afinal, se tratava de um ato de extrema crueldade contra uma criança. Algumas das mortes de Marcial eram bastante curiosas. Como a de Tia Cayetana (Maritza Olivares), que foi atingida por golpes de espada por um Marcial ensandecido, e em seguida, é atropelada por um caminhão que passa por cima dela.

Para coroar o ápice do circo, ainda havia a excêntrica figura de Libertad (Armando Palomo, transexual), com seu porte masculino, e maquiagem feminina, que também fez parte do time de vilões, quando Frida foi parar no hospício. Uma aparição inusitada que marcou a novela.

A fase final da novela marca o desaparecimento de Ana Cristina após a morte de seu suposto filho. Ela vai parar da selva (?!), onde recebe aconselhamento espiritual de Abad (Ernesto Alonso), uma espécie de monge. Além disso, surge um novo pretendente, o guerreiro Ánimas (Pablo Montero), que morre para salvar Ana Cristina das garras de um leão. Esse argumento fora retirado do texto original de Mariana de la Noche, de Delia Fiallo. No ano seguinte, com esse remake, esse trecho da história viria a ser retirado.

ENTRE-05Muitos foram os destaques do elenco. Susana González ficou com o personagem oferecido incialmente a Aracely Arámbula e foi uma grande revelação como Ana Cristina. Vivendo sua primeira protagonista, ela demonstrou todo seu carisma e garra para dar verdade ao papel. Impecável a cena onde chora a morte de Juan Manuel.

César Évora ganhou Octavio como prêmio por seu desempenho em Abrázame Muy Fuerte e também saiu-se bem como de costume. O destaque era a química impressionante com Susana González, que hipnotizou o público desde o começo.

Alberto Estrella teve aqui seu melhor personagem em televisão. Brilhou como Marcial, com toda dose de loucuras já citadas anteriormente. E Sabine Moussier fez de Frida uma de suas vilãs mais marcantes.

ENTRE-06Maria Sorté que vinha de uma série de personagens sofisticadas, deu vida a uma lacrimejante mãe de família e também caiu nas graças do público, que torceu por sua Maria Magdalena. E outra inesperada revelação foi a de Luis Roberto Guzmán, num papel difícil, com alta dose de drama e violência, sendo seguramente um dos destaques da trama.

Quem ficou a ver navios foi Fabián Robles. Vendido como um dos protagonistas da novela, foi perdendo espaço cada vez mais. Quando seu personagem ficou paralítico, chegou ao ponto patético de se comunicar através de piscadas – totalmente perdido numa trama paralela. Ofélia Cano chegava a ser cômica de tão desprezada por todos que era a personagem.

Além disso, a novela contava com uma série de atores que faziam “o papel de sempre”, como Miguel Córcega, Enrique Lizalde, Felicia Mercado, Carmen Salinas, Ninón Sevilla, entre outros. A presença de Marga Lopez, embora num papel plano, sempre é um prestígio. Inesquecível as cenas onde Marcial tentava enlouquecê-la aos poucos dentros da mansão Villareal.

ENTRE-07A novela enfrentou algumas turbulências em seus bastidores em função das mudanças pelas quais a história passava. César Évora estava em desacordo com a entrega dos textos em cima da hora, e não seguia o roteiro. Por conta disso, Liliana Abud começou a entregar suas falas em branco, como forma de punição.

Enrique Lizalde também se desentendeu com a produção, e seu personagem saiu da trama de forma abrupta (por exemplo, Rogelio não estava mais presente quando seu suposto neto falecia). Isso de alguma forma remete a maneira apressada como algumas histórias eram resolvidas dentro de novela. Por exemplo, havia um grande segredo envolvendo a forma como Lucila, a esposa de Rogelio, havia mentido para Leonela provocando a separação dos dois. Isso foi resolvido repentinamente, e a personagem – que tinha uma rivalidade com Tia Cayetana – acaba morrendo envenenada quando queria matar Rogelio (o velho truque da troca de taças). O público apenas fica sabendo que ela morreu durante um voo.

ENTRE-08Marlene Favela, que tinha um papel pequeno, Cecília, trabalhadora da fábrica, na época fez o teste e virou protagonista de Gata Salvaje, gravada em Miami. Por conta disso, sua personagem morreu nas mãos de Marcial. Diante da rejeição de um excesso de personagens desnecessários, alguns saíram sem o público sequer notar – como os gêmeos vividos pelos comediantes Freddy e German Ortega – menos mal, além de não serem engraçados, não faziam nenhuma diferença.

Seja pelo banho de sangue, ou com a pele da vilã caindo pelo cenário, Entre el Amor y el Odio chegou ao final de seus 125 capítulos como um sucesso do horário nobre. Não foi uma novela aclamada pela imprensa, mas um êxito de audiência. Prova do insight que Liliana Abud e Salvador Mejía tinham para oferecer aquilo que o público queria.

Confira abaixo um vídeo exclusivo com o elenco da novela!

22 comentários sobre “[2002] Entre el Amor y el Odio

  1. João Vitor N. Mendes

    Bela Escrita! O que mais me marcou nessa novela foi os inúmeros exageros! Fiquei um tempo sem ver quando o bebê morreu, mas depois voltei. Sempre achei o personagem do Alberto Estrella muito parecido com o Nicolas de El Privilegio De Amar!

  2. Patrick

    Adorei sua crítica ! Eu não tive oportunidade de ver essa novela , ate pq nessa epoca eu ainda n via as mexicanas. Mas minha viu , e so ate o cap 45 devido ao excesso de violência .

    Thiago , vc acha que violência afasta as pessoas das novelas ?

  3. Lucas

    Uma das minhas novelas favoritas! Não sei se justamente por ser sim um circo, mas que prendeu minha atenção, com protagonistas extremamente cativantes, em especial a Susana. Uma pena que ela nunca mais tenha emplacado em papéis protagonistas. Sem falar nos vilões que eram simplesmente maravilhosos!
    Pelo menos nessa época, Liliana e Mejía se entendiam, e conseguiam sair do flop quando necessário.

  4. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sim, era uma época onde se atinava o caminho certo pra fazer a novela emplacar. Qualidade duvidosa? Talvez, mas dava certo, hoje nem isso esses dois conseguem fazer!

  5. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu acho que a violência não pode ser gratuita, senão afasta. Se contribui pra novela, ela só tende a agregar (claro, isso depende muito do horário em que aquilo é veiculado, haja vista inúmeros sucessos das 9 da noite da Globo que não conseguem ser reprisadas). Em Entre el Amor y el Odio, ficou o meio termo: em parte teve exagero, em parte contribuiu. Foi exagerado quando a novela não precisava daquilo. Com a história finalmente deslanchando, a violência foi um elemento kitsch.

  6. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Essa novela me lembra uma época muito boa dos antigos fóruns de novelas. Existiam fãs, mas não eram fanáticos por um ou outro artista. E como nessa novela não existia ninguém que aqui no Brasil tivesse uma legião de fãs, foi uma novela comentada justamente pela trama! Saudade!

  7. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Olha, eu nunca tinha parado pra pensar nisso, mas de fato, tanto o Marcial quanto o Nicolas tinham algumas excentricidades em comum!

  8. Diogo

    Muito boa novela…começa bem…vai esquetando virando circo total…mas dá sempre vontade de acompanhar..sim, há um excesso de filhos e pais desencontrados…mas era legal. Gosto da Susana gonzález…pena q ela raramente dá sorte como protagonista…mas sim acho q tem talento e carisma pra isso

  9. Luccas

    A unica coisa que gosto nessa novela é o elenco, a Jack enfim se lançando como atriz, a protagonista Susana Gonzales, o nome e a musica… Porque eu vi o DVD e nem sequer lembro de nada, de tão insignificante que foi pra mim, uma mistura de nada com coisa nenhuma! Mas é fofa por se passar em Guanajuato, cidade onde “morei” por um tempo <3

  10. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sério! Dê uma nova chance a novela, ela é interessante! Foi um sucesso em seu tempo!

  11. Gisele

    Eu adorei essa novela, apesar dos exageros de violência. Alberto Estrella ficou marcado na minha mente como Marcial, sempre quando vejo ele em outro papel esse personagem é lembrado. Adorei Sabine Moussier como Frida, que o decorrer da trama ficava mais louca. Suzana González como Ana Cristina, fazendo o papel de uma protagonista sofrida mas ao mesmo tempo forte. A troca das crianças e a morte de uma delas no meio da trama foi o que mais me marcou. Enfim, foi uma excelente novela.

  12. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu lembro bastante o quanto essa novela rendia assunto aqui nos antigos fóruns de discussão lá em 2003 quando passou aqui. E na época, era a única mexicana adulta no ar, então todo mundo que curtia o gênero acabava acompanhando e se divertindo com a novela.

  13. Gisele

    Eu já acho que o Marcial possui semelhanças com o Diego de Salomé. E por falar nesta, gostaria de ver uma resenha dela, pois apesar de não ter sido muito popular por aqui eu adorava. Eu gostei de novelas que foram menos populares por aqui, como Preciosa, El alma no tiene color (essa teve muitos defeitos na minha opinião,o que foi melhor foi a vilã), Mundo de Fieras entre outras. Gostaria de ver resenha destas também.

  14. Flávia

    Amei essa novela!! A química do casal de protagonistas foi otima!! Queria muito que o Sbt a reprisasse de novo…

  15. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Flávia, eu considero também que a química entre o César Évora e a Susana González foi um dos pontos altos da novela. Conseguiu superar o excesso de violência que a novela continha!

  16. Goretti

    Maravilhosa, já vi e revi 4 vezes e fiz até uma página homenageando a novela..amo

  17. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sério que você fez uma página pra homenagear Entre el Amor y el Odio? Compartilha o link com a gente!

  18. Leandro Moura

    Eu assisti essa novela, de forma bem irregular, quando ela passou no SBT. Marcial e Frida foram o ponto alto da novela. Como esquecer um vilão tão louco como Marcial? Ele era tão louco, mas tão louco, que chegava a ser engraçado! E a fixação dele por Napoleão então? Exageradíssimo e extremamente brega, mas nem por isso deixou de ser marcante. E a Frida? Inesquecível o final que ela teve: leprosa, com o rosto todo destruído e ficando viciada em morfina pra aguentar as dores. E como esquecer o último capítulo, em que Marcial e Frida se matam no alto de uma estátua enorme?

    E sobre a violência, é curioso perceber o quanto o Mejía foi mudando seu estilo ao longo dos anos: depois de fazer novelas leves e comedidas como Esmeralda, A Usurpadora e Rosalinda, suas novelas foram ficando cada vez mais e mais violentas, exageradas e até mesmo caricatas: Abraça-me muito forte (a primeira dele com um vilão “serial killer”), Entre el amor y el odio (já comentada), Mariana de la Noche (a novela já apresenta uma verdadeira carnificina logo na primeira cena), La Madrastra (com direito a rituais satanistas e tudo!) e La Esposa Virgen (metade do elenco dessa novela foi dizimado na parte final, inclusive o galã principal!).

  19. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Em Abrázame Muy Fuerte, ele viu que a violência era uma estratégia que atraía a audiência, mas a novela desde o começo ia bem de audiência. Quando ela foi elevada pras 21h, acho que Mejía achou que a mudança de horário tinha que deixar a novela mais forte. Em Entre el Amor y el Odio, a novela ia mal de audiência, que só subiu mediante o festival de horrores que colocaram, e desde então ele começou a achar que uma coisa tem a ver com a outra. Detalhe: nem mesmo Abrázame Muy Fuerte (um dos maiores sucessos do Mejía) bate La Usurpadora, que é pura inocência.

  20. Leandro

    Excelente artigo,li tudo,muito bom!
    Outra coisa que eu lembro que não foi comentado no texto,era que o Maciel matava suas vítimas,as cobria de cera,e escondia todas elas em seu guarda roupas! hahahaha
    Uma dessas vítimas era o avô da Ana Cristina.
    Comecei a rever a novela pela internet semana passada,e estou adorando,apesar do áudio estar em completa falta de sincronia com o video em todos os capítulos (Uma pena isso).Eu tenho que abrir 2 guias do navegador,pra poder acompanhar direito o que os personagens falam,mas…melhor que nada,né?
    Mal posso esperar pra chegar na parte da troca dos bebês,é uma das que eu mais lembro e é a partir daí que a novela que já estava quente,pega fogo de vez,até o fim!

    E essa enfermeira Liberdade que eu achava tão esquisita com jeitão de homem,toda grandalhona,troncuda,rosto c/ traços masculinos,bem que eu suspeitava de alguma coisa,na época pensei que fosse sapata,só agora lendo é que eu descobri que era um ator que interpretava,mas ficou muito bem disfarçada(o).
    E eu lembro que o Maciel tambem acabou matando ela,não sei como,mas matou e colocou um pirulito na boca dela morta,pois ela estava sempre com um desses doces,e em seguida ele disse: “Liberté,igualité,fraternité!”

    Os capítulos após a morte do menino que a Ana achava que era o filho dela,foram dos mais dramáticos da trama toda.A coitada da Ana só chorava sem parar por mais de uma semana,quase até enlouquecer,e ir parar no tal convento,monastério,ministério ou sei lá qual o nome… Aliás,como ela vai parar lá mesmo??

    O Maciel era muito louco,não sei quem era mais se ele ou a Frida,vestida de boneca Feia (que eu achava até na época que era disfarce de boneca Emília,era parecida),não esqueço esse disfarce dela,kkkk
    Ele q matou o marido da Madalena,né?
    Aliás,só faltava o nome dela ser Amélia,coitada,hahaha

    Lembro dele morrendo no último capítulo,caindo de um lugar muito alto e levando a Frida junto.Ele estava desfigurado,careca e com o rosto todo verde e vermelho,não lembro mais porque!

    Caramba,essa novela foi D+! Estou só esperando comprar meu HD externo,que vou baixar ela toda da net,e continuar a assistir na TV,e aí vou poder ter ela todinha,kkkkk
    Vai valer a pena! No limite da paixão é excelente!

  21. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Leandro, essa novela particularmente me marcou bastante, porque na época, era a ÚNICA novela que eu assistia (eu nunca curtia as infantis que o SBT exibia), então, meio que me joguei na novela, curti até as doideiras (eram muitas).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *