[2001] El Manantial

Ser despudoradamente um melodrama intenso foi a razão do sucesso desta novela. Um folhetim clássico e de produção impecável, El Manantial representou uma guinada no horário estelar mexicano, além de ressuscitar a carreira de Carla Estrada.

A história narra a rivalidade entre duas famílias: os Ramirez e os Valdez, proprietários de um manancial, alvo da disputa entre elas. Mas isto é apenas uma parte da briga. Rigoberto Valdez (César Évora) está casado com Francisca (Azela Robinson), amante de Justo Ramirez (Alejandro Tommasi), um homem rico e autoritário, casado com Margarita (Daniela Romo). Ao descobrir a infidelidade da esposa, Rigoberto é assassinado por Francisca, mas antes corta o braço de Justo. Diante disso, Margarita também fica sabendo da relação extraconjugal. Anos depois, seus filhos, Alfonsina Valdez (Adela Noriega) e Alejandro Ramirez (Mauricio Islas), que ignoram os fatos, se apaixonam perdidamente. Para separar os dois, Justo comete uma enorme crueldade: estupra Alfonsina que, arrasada, deixa o povoado e o coração de Alejandro partido. O tempo passa, e com a morte da mãe, Alfonsina retorna ao povoado, disposta a recuperar o manancial que foi da sua família, e é quando reencontra Alejandro, que agora está prestes a se casar com a jovem Bárbara (Karyme Lozano).

ELMANANTIAL-01El Manantial foi um grande sucesso de público e crítica. Um dramalhão assumido, onde não faltaram rios de lágrimas. Razão esta que produziu um dos melhores trabalhos de Carla Estrada. Roteiro impecável, narrativa ágil, com poucos personagens, mas com todos os elementos das melhores novelas: amores impossíveis, vilões terríveis, segredos familiares, etc. A história era original de Cuauthemóc Blanco e Victor Manuel Medina, com adaptação de María del Carmen Peña, a trazia todas as características de outros trabalhos da equipe.

Carla Estrada não se permitiu errar. Primeiro, porque o horário vinha de sucessivos fracassos. Depois, porque a última novela da produtora havia sido uma ambiciosa produção com elenco numeroso e uma trama irregular. Com El Manantial, Carla foi pelo certo, acertando em todos os requisitos, mas sobretudo na história. Parta da graça é que não haviam tramas desnecessárias, todos os personagens cumpriam uma função específica e estavam interligados. E mesmo o clima excessivamente triste da novela, que poderia ser um defeito em outras novelas, aqui foi uma qualidade que a tornou marcante.

E logo na primeira semana, a novela levantou a audiência do horário. A personagem Francisca foi o grande atrativo dos primeiros capítulos. Uma mulher marcada pela vida, era adúltera, bastante infeliz, mas não chegava a ser uma vilã. Uma personagem das mais interessantes – mesmo com uma participação breve dentro da história.

ELMANANTIAL-02No universo do povoado, além das famílias Valdez e Ramirez, ainda haviam os Luna. O Dr. Álvaro (Raymundo Capetillo), um homem fraco, que sempre vivia esfregando as mãos (por medo que seus podres viessem à tona), tinha um casamento falido com Prudência (Sylvia Pasquel), mulher interesseira, que queria casar sua filha Bárbara a qualquer custo com Alejandro. Nessa casa, também vivia o jovem Hector (Jorge Poza), que não conhecia seu passado, e era criado pelos Luna “de favor”.

Na fazenda dos Ramirez, viviam dois idosos, Altagracia (Angelina Pelaez) e Melesio (Justo Martinez), que criavam a neta Malena (Patricia Navidad), escondendo dela que sua mãe seguia viva. Esta mulher era Eloisa Castañeda (Nuria Bages), que retornava ao povoado como amante de Justo Ramirez. Malena e Hector eram os melhores amigos de Alfonsina e Alejandro. Hector estava apaixonado por Alfonsina, ignorando o amor sincero que Malena sentia por ele.

Padre Salvador (Manuel Ojeda) era um dos personagens mais importantes da novela, e alvo do surpreendente amor de Margarita – numa das cenas mais bonitas de El Manantial, ela vai ao confessionário confessar que há anos vivia apaixonada por ele, e que ele era culpado pela sua infelicidade. Um dos segredos mais importantes da novela era o paradeiro do filho (ou filha) de Francisca com Justo Ramirez. Segredo este que fazia a Tia Gertrudes (Olivia Bucio) viver apreensiva e em confidências com o Padre Salvador, que era irmão de Rigoberto.

ELMANANTIAL-03Justo Ramirez foi o grande vilão da novela, e seu personagem lembrava bastante um vilão recente de muito sucesso: Federico Rivero (César Évora), em Abrázame Muy Fuerte (2000). Ambos eram déspotas, dominadores, assassinos, que passavam por cima de quem fosse para conseguir seus objetivos. O diferencial de Justo era a falta de braço, que tornava tudo bem interessante.

Mas apesar disso, os dois melhores personagens da trama eram a protagonista e a vilã. Alfonsina era uma protagonista marcada pela tragédia, e que apesar de derramar um “manancial” de lágrimas, era corajosa e lutava pelo que queria – dispensando inclusive as famosas enrolações de vai e vém com o galã. E a vilã, Margarita, não era a vilã previsível e assassina, sendo melhor definida como uma mulher forte, mas infeliz com a própria vida. Mesmo sendo inimigas, ao descobrir que Alfonsina no passado havia sido violentada pelo marido – o que também viria a acontecer com ela, Margarita começa a se arrepender e se virar de vez contra Justo, com quem vivia uma turbulenta relação desde o descobrimento da traição do marido.

O estupro não era o único motivo de Alfonsina se classificar como uma das protagonistas mais sofredoras das telenovelas. Além de perder pai e mãe (que se suicidava e era encontrada por Alfonsina), era constantemente julgada por todos no povoado pela má reputação de Francisca, sendo inclusive, apedrejada “como Maria Madalena” por Prudência.

ELMANANTIAL-05A novela abordou o incesto de duas maneiras: primeiramente com a suspeita de que Alfonsina e Alejandro pudessem ser irmãos. Neste momento, ambos já estão casados, mas não conseguiram consumar o matrimônio pelo trauma dela. E depois com Hector, que se declarava apaixonado por Alfonsina, mas resultava que finalmente ele era o filho perdido de Justo e Francisca.

Quando isto vem à tona, Alfonsina briga com a tia, e é quando acontece um dos momentos clímax da história (e um dos mais controversos). Após se reconciliar com a sobrinha, Tia Gertrudes é vítima de um atentado endereçado a Alfonsina. Justo faz com que a casa onde elas vivem se incendeie. Alfonsina e Alejandro ainda tentam salvar Gertrudes, que não resiste e morre, numa das cenas que marcaram para sempre El Manantial. Cena esta que arrepiou o público seja pelo desempenho dos atores (sobretudo Adela Noriega), trilha, direção, mas que dividiu o telespectador, que não concordava com a morte da tia – personagem querida dentro da trama.

As cenas marcantes foram inúmeras, aliás. A morte de Rigoberto com o corte do braço de Justo, a morte de Francisca na banheira, o estupro de Alfonsina, e a partida dela numa viagem com Alejandro perseguindo em vão o trem que levava a família de Alfonsina embora. E mais tarde, quando Hector se descobre filho de Francisca e Justo, quando Alfonsina despeja as cinzas dos parentes perdidos no manancial, e a revelação de que o homem que a havia violentado era Justo Ramirez.

ELMANANTIAL-04A reta final da novela marca algumas conclusões interessantes. Após ser desmascarada por todos e perder a confiança de Margarita, Bárbara, grávida de Gilberto (que havia morrido), se vê atormentada ao entregar seu filho aos pais do rapaz, e seu destino fica incerto. E Margarita é quem mata Justo quando ele tentaria violentar Alfonsina outra vez. Depois disso, Margarita se recolhe e passa a viver em um convento. Alfonsina e Alejandro finalmente se casam, e na última cena da novela, o público confere que finalmente, a lua-de-mel entre os dois se consumou e que ela conseguiu superar o trauma.

De onde El Manantial mais “bebeu da fonte” foi da adaptação feita por Cuathemóc Blanco e Maria del Carmen Peña para Cañaveral de Pasiones (1996), original de Caridad Bravo Adams, mas que igualmente levava o selo que caracterizam as produções destes escritores: histórias que se passam no interior, incluem rivalidades familiares, sendo uma infidelidade do passado entre os pais era o motivo da impossibilidade do amor dos protagonistas, a presença importante do padre, da fofoqueira do povoado, os melhores amigos que formam triângulos amorosos, um rapaz pobre e bastardo herdeiro de um homem poderoso, a vilã amargurada, entre outros. Alguns papéis eram até bem similares (como o Angélica Aragón em Cañaveral de Pasiones e o de Daniela Romo agora), ou feitos, inclusive pelo mesmo ator, como o de Patricia Navidad (Mireya/Malena). Algumas cenas eram completamente idênticas: como quando o protagonista defende a mocinha de rapazes que a importunam, ou a troca de bofetadas entre a mocinha e sua sogra, ou o assassinato da amante do vilão, enterrada e posteriormente encontrada, ou a leitura durante a missa do casamento feito pela sogra arrependida. E mesmo esse deja vu tão forte não impediu o merecido sucesso de ambas novelas.

Pela primeira vez, Monica Miguel era a diretora principal dentro de uma telenovela. Ela já havia dirigido as locações de outras produções (inclusive de Carla Estrada). Mas aqui mostrou um exímio trabalho, com um elenco equilibrado que misturava atores de larga trajetória, com a revelação de jovens e veteranos talentos pouco aproveitados na televisão.

ELMANANTIAL-07Adela Norriega fez um irrepreensível trabalho como a protagonista Alfonsina. Entregue a personagem, a atriz teve uma interpretação memorável e bastante dramática, aqui usando seu principal recurso à exaustão: as lágrimas. Com figurino similar, a atriz praticamente reviveu o personagem em Fuego en la Sangre (2008), onde até um estupro prévio sua personagem também havia sofrido. Aliás, na própria Quinceañera (1987), sua personagem passava por uma situação assim.

Mauricio Islas já havia protagonizado anteriormente. Mas graças ao seu desempenho como vilão em Primer Amor a Mil Por Hora (2000), ele ganhou sua primeira oportunidade em horário estelar e não decepcionou. Sua interpretação era visceral e consistente. Mauricio e Adela Noriega ficavam tão bem juntos que ainda viriam a atuar juntos em Amor Real (2003).

Daniela Romo já levava anos sem trabalhar em novelas e seu convite para viver Margarita foi inesperado. Primeiro, porque era a primeira vez em muito tempo em que ela não era a protagonista, depois, porque viveria mãe do personagem de Mauricio Islas. Apesar disso, a atriz mergulhou no projeto e sua participação foi inesquecível. A atriz manejou tiques, gestual, olhar expressivo e compôs uma personagem complexa, que era vítima e vilã ao mesmo tempo. Foi dando vida a Margarita que a atriz deu o passo para ser primeira atriz. Graças a esse trabalho, até hoje é uma atriz de personagens centrais em telenovelas.

ELMANANTIAL-06Alejandro Tommasi já tinha uma trajetória estabelecida, mas o próprio ator tem nesse seu melhor trabalho até então. Seu cruel vilão é um dos mais lembrados até hoje. A dificuldade de trabalhar escondendo o braço foi um diferencial cansativo e exaustivo para o ator. O próprio ator relata que foi com El Manantial que ele passou a ser um nome conhecido na TV. O ator ainda viveria um outro personagem deficiente. Em Tormenta en el Paraíso (2007), o ator vivia um homem ambicioso que perdia a mão num acidente. Mas o personagem acabou tomando outro rumo, afastando a semelhança entre os dois.

Karyme Lozano foi competente ao viver a mimada Bárbara – que também não chegava a ser uma vilã terrível, mas cumpria bem a função de antagonista da trama. Patricia Navidad emprestou todo seu carisma para viver Malena, tentando ao máximo, afastá-la da comparação com sua Mireya em 1996. A própria atriz disse que aceitou o papel, porque, pela primeira vez, escreviam um personagem já pensando nela como intérprete.

A novela ainda revelou o talento de dois atores. O jovem Jorge Poza, que com muita sensibilidade, viveu Hector, o mais enjeitado da novela. A capacidade do ator na interpretação deste personagem renderia um protagonista em sua novela seguinte, Clase 406 (2002). E a atriz Olivia Bucio, já com vasta trajetória, mas com poucos personagens realmente importantes, viu sua carreira ascender com esta atuação. Tia Gertrudes praticamente simboliza todos seus personagens: mulheres fracas, submissas e medrosas!

ELMANANTIAL-08Outros trabalhos relevantes e bem elaborados tiveram os veteranos Manuel Ojeda, Raymundo Capetillo e Sylvia Pasquel (sempre excelente). A primeira fase ainda contou com a participação de César Évora, mas foi Azela Robinson quem brilhou intensamente como Francisca. A atriz teve tanto destaque, que esse personagem – ainda que curto – é um dos mais lembrados de sua trajetória.

Um senão de El Manantial foi o estranho figurino usado por Alfonsina. Inúmeras saias até o chão, blusas esquisitas. Elas refletiam o pudor da personagem após o estupro. Na primeira fase, ela usava vestidos bem simples quando Alfonsina ainda era jovenzinha. O outro senão seria o uso da música “Amor, Amor, Amor”, de Luis Miguel, que destoava do clima denso da novela. Mas a música foi tão marcante e pegajosa que fica impossível desassociá-la da novela. Em contrapartida, os temas instrumentais compostos por Jorge Avendaño foram alguns de seus melhores trabalhos. Sobretudo, o usado nas já citadas cenas da partida do trem, ou da morte de Gertrudes. Simplesmente emocionante.

Em 2014, a produtora Mapat retoma essa história com uma nova versão, La Sombra del Pasado. Desta vez, Michelle Renaud, Pablo Lyle, Alejandra Barros e Alexis Ayala deram vidas aos personagens defendidos por Adela Noriega, Mauricio Islas, Daniela Romo e Alejandro Tommasi.

El Manantial foi uma novela repleta de méritos e reconhecimentos. Seja a produção de Carla Estrada, o trabalho dos atores, o roteiro irretocável, a trilha sonora, mas sobretudo, a capacidade de ser uma novela que mexeu profundamente com as emoções do telespectador.

Confira abaixo um vídeo exclusivo com o elenco da novela! Inscreva-se no canal do YouTube!

29 comentários sobre “[2001] El Manantial

  1. Gabriel Silva

    Nunca assisti essa novela, mas ela tem alguns elementos parecidos com a novela mi pecado

  2. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    É uma novela maravilhosa, que vale muito a pena. Lembrando, como curiosidade, que a CNT, quando comprou os direitos para exibição no meio da década passada, chegou a promocioná-la como “Fonte de Amor”, heheheh.

  3. João Vitor N. Mendes

    Eu vi essa novela inteira e sem cansar, vi em menos de um mês, rsrs! Gostei, achei muito boa, só que me dava a sensação que ja tinha visto tudo que estava ali, nada de novo! Amo o tema de abertura! Apesar de que eu ame a Adela, pra mim, a novela foi doo Alejandro Tommasi, lacrou de vilão, mas acho que decaiu tanto, esta fazendo personagens muito baixos pra ele, o papel dele em Hasta El FIn Del Mundo é humilhante pra quem fez um papel como o Justus. Outro é o Jorge Poza, decaiu muito tanto em aparencia quanto em talento, eu pensei que ele iria viver nos protagonistas, e só tem feito papeis tristes, igual em La Gata!

  4. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Jorge Poza realmente não vingou como se esperava…Acho que é porque ele não tem o tipo físico de protagonista. Ele se sai melhor em papéis como esse, ou em Alma de Hierro, onde faz um galãzinho, mas sem o compromisso de ser o nome principal do elenco. É talentoso, como Hector esteve sensacional. Alejandro Tommasi eu acho que tem sim bons papéis, mas realmente, nada no mesmo nível de Justo Ramirez.

  5. Kleber

    Tá no meu top de novelas preferidas com toda certeza.

    Amava o visual de peruca da Adela Noriega na primeira fase, os barracos da Francisca , o casal romântico, as vilanias da barbara, lembro que a Margarida tinha um bordão que cheguei a usar alguma vezes e os personagens coadjuvantes sempre interessantes.

    Fui procurar qual era a novela anterior da Carla e lembrei que era Mi destino eres tu…

  6. Mario J.

    Eu AMO esses escritores, eles arrasaram em El Manantial, em Cañaveral de Pasiones, e também em Cadenas de Amargura (uma novela MARAVILHOSA e que consegue ser tão boa quanto Cuna de Lobos e que também quero muito que façam a resenha aqui).

  7. Diogo

    essa novela é tãaaaao boa, tão redondinha…tudo funciona…minto, acho o tema musical totalmente desencaixado do resto tanto que não usavam nem instrumental dele na trama…mas na novela mesmo, tudo funciona lindamente…uma coisa que lembro da época é q nunca achei que adela e mauricio islas combinariam como casal…mas acho que funcionaram sim…e bastante…

    eu curtia que eles realmente lutavam para ficar juntos…inclusive fiquei com dó quando em amor real ele ficou de escanteio afinal ela se apaixonava pelo fernando colunga…kkk mas até parece q o fernasndo colunga aceitaria um papel no qual ele perdesse a mocinha ao longo da novela…

    voltando a manancial…que papel maravilhoso da daniela romo…quanto a sombra do passado o remake…essa novela nem deveria ter sido produzida pq manancial está super recente…mas achei o maior erro de escalação a Alejandra Barros…nada contra a atriz…mas não era um papel pra ela…

  8. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eles também são de meus escritores favoritos. Até mesmo os trabalhos “repetidos” deles são melhores que muitos diferentes por aí. E essa coesão entre as novelas deles mostra que eles conseguem se destacar acima de produtores. Quando encontra uma produção a altura, como em El Manantial, aí fica difícil tudo não ser perfeito!

  9. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu também sou apaixonado por El Manantial. E curiosamente, acho bem natural o visual da Adela na primeira etapa, até aparecia molhado e não dava a impressão que ia despencar! rs

  10. Lucas

    Sou outro admirador das novelas desses autores. Eles deveriam fazer um workshop no Projac de como construir um roteiro bem estruturado, hehehehe. Manancial é o maior exemplo. Vi no SBT e vi a reprise na CNT, haha! Maravilhosa. Adela maravilhosa. Dani Romo maravilhosa. Quando a gente fica procurando defeito, fica até difícil encontrar… Confesso que gostava do visual da Adela com as saionas, assim como curtia a peruquinha discreta dela na etapa intermediária. Carla Estrada sempre arrasa nas perucas. Não esqueço da que a Lucero usou como Maria Fernanda em Laços de Amor, que também nunca caía.
    Quem não viu, veja!

  11. Lucas

    Ah, e por falar em Adela, gostaria de ler uma coluna sobre Fuego en la Sangre!

  12. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sou muito suspeito pra falar dessa novela porque é minha favorita. Acho o encaixe perfeito de tudo. Por isso que digo, um defeito talvez seria o tema. Mas é como disse na coluna, a música te faz lembrar imediatamente da novela, era um chiclete. Sou profundo admirador desses autores e queria poder assistir todas as novelas deles. Me dá até pena que em La Sombra del Pasado tenham colocado Michelle Renaud e Alejandra Barros nos papéis que já foram de Adela Noriega e Daniela Romo!

  13. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Aguarde, em breve Fuego en la Sangre também terá coluna!

  14. Lucas

    Eu até prefiro esse remake de Manancial já com síndrome de acoitadamento, hahaha, do que remake pretensioso, estilo Corazón Salvaje 2009. O tombo tende a ser menor.

  15. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Ah sim, o Salvador Mejía vem sempre ambicioso demais com produtos malucos e retumbantes.

  16. Felipe Rodriguez

    Um clássico dos anos 2000! “El Manantial” é uma das produções mais caprichosas e bem produzidas que Carla Estrada já fez, Adela Noriega arrasando como sempre na pele da protagonista, as paisagens e até o tema de abertura são maravilhosos e combinam perfeitamente com a novela, infelizmente não a vi completa, mas pelos trechos que eu vi dela através da CNT já sei que se trata de uma das produções de maior qualidade da Televisa! Sem falar do dramalhão, adoro novelas a esse estilo, “El Manantial” é um clássico com todas as palavras! Novela bem forte, mas ao mesmo tempo muito bem trabalhada, como se esquecer de Alfonsina, Alejandro, Rigoberto e entre outros?

  17. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Felipe, a Televisa disponibilizou a novela completa com boa qualidade no seu canal do YouTube! Acho que vale a pena assistir, até pq, como vc já viu uma parte, pode ver o que falta! Garanto que vale a pena! A novela vale a pena demais!

  18. khaoe

    Sem dúvida foi a melhor novela que vi. Até então nem ligava pra Adela Noriega e hoje sou seu fã.
    Manancial foi uma novela forte, triste mas muito boa e sem barrigas ou história e personagens desnecessários.

  19. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Acho que eu fui tão fã de El Manantial quando passou, que tenho um eterno nariz torcido pra La Sombra del Pasado, o novo remake. Primeiro, pq tão pegando praticamente a mesma adaptação e transformando em bem mais capítulos, mexendo justamentes nos personagens de menor peso, como o Hugo (Alejandro Aragón) e o Gilberto (Rafael Mercadante). Depois porque a qualidade do elenco é incomparável e provavelmente a Cynthia Klitbo é a única atriz do elenco que valha a pena – e deve estar a par com o que foi Sylvia Pasquel no mesmo personagem.

  20. Paula

    Sou eternamente apaixonada por “El Manantial”. Particularmente as cenas marcantes foram: 1- o estrupo
    2-morte da Francisca
    3-o acidente do Alexandre
    4- a morte da Gertrudes ( chorei muito)
    5- o assassinato do Justo.

    Amei o trabalho da Olivia Bucio e achei super fofo o amor dela por Rigoberto. (César Évora). P.S: desejo que eles fiquem juntos en Hasta el fin del mundo.

    El manantial e La madrasta estão empatadas no quesito qualidade, mas cada uma tem o seu estilo.

  21. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Paula, eu sou um fã incondicional de El Manantial, e adorei a sua listagem de cenas favoritas! Eu destacaria outro momento que eu amei que é quando a Alfonsina confessa ao Alejandro que foi seu pai o homem que a estuprou. Lindas atuações de Adela Noriega e Mauricio Islas.

  22. Letícia

    Adela Noriega é a rainha do choro…como essa moça sofre em todas as novelas..rsrsrsrs Ela faz muita falta na dramaturgia uma linda e ótima atriz.

  23. nathalia

    Tive que comentar sobre essa novela que ao meu ver é uma das cinco melhores da decada de 00 da Televisa. Adela e Carla Estrada são duas pessoas que deram certo… Manancial tem uma fotografia, trilha sonora, direção e elenco maravilhoso… Tudo deu certo.

    Sinto falta de Adela nas novelas, assim como da Carla. Gostaria de ver essa parceria novamente. 🙁

  24. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu toparia ver Adela Noriega e Carla Estrada novamente juntas, se fosse numa história dos Blanco-Peña, melhor ainda! 🙂

  25. Leandro Moura

    Comecei a assistir essa novela ontem e…estou verdadeiramente viciado! Tô assistindo freneticamente e não sinto vontade de parar! Carla Estrada é verdadeiramente uma mestra das novelas, é incrível como ela consegue produzir novelas tensas, dramáticas, fortes, sem cair no exagero e na caricatura.
    Adela Noriega é uma de minhas atrizes preferidas. Acho ela uma atriz completa: sabe interpretar de mocinhas frágeis e ingênuas a mulheres duras e amarguradas. Muito me espanta que ela esteja sumida das novelas. Ela faz muita falta! Eu espero q ela volte logo ás novelas, nem que seja interpretando um papel secundário. Olivia Bucio interpretou, na minha opinião, o melhor papel de sua carreira! Impossível não torcer pela tia Gertrudes. César Évora também interpretou outro personagem marcante. Realmente deu mta pena quando o Rigoberto (ou Adalberto, na dublagem) morreu. Azela Robinson saiu de vilãs tradicionais para interpretar um personagem bastante complexo, e deu show! Enfim, essa novela teve um elenco maravilhoso que soube aproveitar muito bem o potencial de seus personagens. O resultado não podia ser melhor!
    Realmente Manancial lembra muito Canavial de Paixões, ainda mais com a Azela Robinson e o César Evora no elenco! Mas não importa, Manancial conseguiu se distanciar de sua “inspiração” e rendeu um baita novelão!

    Sobre La Sombra del Pasado, eu peguei algumas cenas pra comparar e detestei! Elenco MUITO mal escalado. Alexis Ayala não convence em nada como Justo. O estilo dele é mais interpretar vilões playboys. É óbvio que ele não ia combinar interpretando um homem rude e grotesco como o Justo. Será possível que a produção não percebeu isso? E o René Strickler então? Nunca que ele iria convencer interpretando um homem do campo pobre! A cena da morte dele não causou o mínimo impacto, além de ter sido MUITO mal produzida! A Suzana González também está péssima! A Roberta dela ficou muito mais vulgar e exagerada que a Francisca, e perdeu toda a sutileza que a atuação da Azela Robinson proporcionava. Alejandra Barros péssima também, exagerada, caricata, cabelo estranho, roupas estranhas, enfim, um verdadeiro horror! Se o que a Televisa queria era estragar a novela original, devo dizer que conseguiu!

  26. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu AMO El Manantial, então obviamente concordo com todas suas opiniões positivas a respeito dela, Leandro.

    Sobre La Sombra del Pasado, achei a novela um erro. Tem muitos, mas o PRINCIPAL: Recente demais. Superado isso, vamos a escalação do elenco. Sobre o Alexis Ayala, concordo que ele tem uma imagem mais sofisticada e que não combina tanto pra esse vilão rancheiro (também notei isso em Juro Que Te Amo). OS protagonistas muito inexperientes, e o papel da Aldonza (ex-Alfonsina) é muito dramático e forte pra uma atriz inexperiente. Disseram que em geral, ela se saiu melhor que o Pablo Lyle. Acho absurdo Cynthia Klitbo no elenco num papel inferior ao de Alejandra Barros, que ficou na mera IMITAÇÃO da interpretação da Daniela Romo. E uma imitação caricata, exagerada, etc. De todos esses que você citou, a mais próxima da original em qualidade foi a Susana González, que eu acho que sempre se sai bem como vilã.

  27. Leandro Moura

    Verdade! La Sombra del Pasado realmente é mto recente. Uma novela tão bem-sucedida quanto Manancial deveria levar mais de 20 anos pra ganhar outra versão e mesmo assim, teria que mudar bastante coisa pra conseguir passar algum ar de novidade. Quando eu assisti as cenas da nova versão, eu achava que haveria alguma novidade, mesmo que mínima. Que nada! La Sombra del Pasado foi uma verdadeira sombra de Manancial, com o perdão do trocadilho kkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Realmente o que fizeram com a Cynthia Klitbo foi sacanagem! A Alejandra Barros não chega aos pés da Cynthia! Só de ver a filmografia da Michelle Renaud e do Pablo Lyle já dá pra ver que eles são inexperientes. Nenhum dos dois protagonizou uma novela antes, e são papéis realmente complexos. A Suzana González é até boa atriz, mas achei exagerada a caracterização dela na novela. Achei a maquiagem dela muito forte. Acentuou demais a vulgaridade da personagem, o que era desnecessário. A Francisca da Azela Robinson andava sem maquiagem nenhuma e era bem mais sutil. Só as roupas que destacava mais esse aspecto.

  28. Leandro Moura

    Eu tava assistindo essa e outras novelas no Youtube, mas eu acabei desanimando e perdendo a vontade de ver, pq a Televisa está realizando uma verdadeira cruzada pra tirar TODAS as suas novelas do Youtube, não importa se está em espanhol ou dublado em outros idiomas. O único site brasileiro que disponibilizou essa novela em português tá cheio de links quebrados, e agora que o Youtube tá tirando tudo do ar, eu fiquei inviabilizado de continuar assistindo. Uma pena! É uma atitude completamente burra e estúpida, pq além de impossibilitar os fãs de reverem suas novelas, só tende a perder. Querem tanto lucrar? Pq não lançam logo um site pago estilo Netflix com todas as novelas disponibilizadas? Esses executivos da Televisa parecem viver no tempo das cavernas! Desculpa aí o desabafo, mas realmente fiquei mto irritado com isso. Só de raiva não vou assistir mais nada dessa emissorazinha atrasada e retrógrada!

  29. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Da próxima vez que eles disponibilizarem os links, o ideal seria baixar tudo de uma vez antes de começar a assistir, assim você não fica refém da boa vontade deles em disponibilizar o conteúdo.

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