[1997] Huracán

Uma novela que enfrentou raios e trovões, literalmente, dentro e fora da trama, Huracán foi uma conturbada produção do então casal de atores Alejandro Camacho e Rebecca Jones para o horário nobre mexicano.

A história se passa em Mazatlán, o belo porto onde se desata a história de amor dos jovens Elena (Angélica Rivera) e Ulises (Eduardo Palomo). Ulises é humilde, e rouba um anel para dar a Elena. Ao ser descoberto, os dois decidem fugir juntos, mas os pais de Elena a impedem. Dez anos se passam. Elena vira uma bióloga marinha e Ulises trabalha em um barco. Os dois se reencontram na mesma cidade, no mesmo lugar em que juraram amor eterno, mas agora tem que enfrentar os obstáculos que os separam: os ricos irmãos Villareal, Raymundo (Alexis Ayala), que finge ser amigo de Ulises, e Thelma (Maya Mishalska), que sente um desejo incontrolável por ele. Além disso, Elena tem que lidar com a família Vargaslugo, ao se descobrir filha bastarda de Fernán Vargaslugo (Eric del Castillo), ao mesmo tempo em que se depara com a oposição do dono da empresa “Nautilus”, Néstor Villareal (Jorge Russek), um homem prepotente e disposto a ganhar dinheiro acima de qualquer coisa, inclusive, destruindo a natureza que Elena e Ulises defendem.

HURACAN-01Com uma história bem estruturada e personagens perfeitamente entrelaçados, Huracán foi uma boa novela adulta, mas com alguns problemas no decorrer do caminho que a prejudicaram. O público não gostou da novela, e um dos principais fatores foi a falta de uma grande história de amor. Apesar da trama estar pautada nela, o forte em Huracán foi o desenho de bons personagens, bem delineados. O casal central acabou frio e isso afugentou a audiência. Além disso, para os padrões tradicionais do folhetim mexicano, esta era uma novela com muitos personagens importantes, excesso de subtramas, o que prejudicava o protagonismo da história de amor central.

Era nítido o esforço de Rebecca Jones e Alejandro Camacho em apresentar uma história que fugisse ao máximo do convencional. A história, escrita por Orlando Meríno e Jaime Garcia Estrada, abordava pontos importantes sobre a preservação da natureza, tendo a praia de Mazatlán como cenário principal. Desde os créditos de abertura, os personagens estavam divididos em famílias, e a história assim se plantava.

HURACAN-08Os Villareal eram os vilões da novela. Don Néstor era um homem bonachão, mas ambicioso e autoritário, e com uma grande propensão a dominar seus três filhos: Raymundo, o mais parecido com ela, era igualmente ambicioso, mas viciado em apostas e desenvolvia uma obsessão por Elena, mesmo tendo um longo noivado com Larissa (Ivete Proal); Thelma era uma mulher frívola e entediada com a vida de casada, e disposta de qualquer jeito a transformar Ulises em seu amante; e Santiago (Alejandro Ibarra) era o jovem bondoso, que queria tocar piano ao invés de se interessar pela empresa do pai, e que ainda por cima se apaixonava por Rocío (Alejandra Barros). Don Néstor era casado com Esperanza (Adriana Roel), típica madame boa, mas submissa às ações do marido.

Outra família importante era a Vargaslugo. Fernán (Eric del Castillo) era um homem fraco, que no passado, se apaixonou por Alfonsina (Norma Herrera), mas foi impedido de viver esse amor por sua mãe Irasema (Beatriz Aguirre), e por sua irmã Ada (Pilar Pellicer), mulher mesquinha e mal amada. Para compensar, Fernán adotou Larissa, que não sabe disto, e que a princípio, não sabe que é adotada e que Elena é sua irmã. As duas se tornam rivais quando isto vem à tona, e quando Raymundo se aproxima de Elena. Mas ela nunca chega a ser uma vilã. Além disso, havia a figura de Ezequiel (Fernando Balzaretti), irmão de Fernán, homem déspota casado com Thelma.

HURACAN-02Já os Medina, eram compostos pelos irmãos Ulises e Rocío, e os pais: Guillermo (Luis Couturier), um alcóolatra, castrado o tempo todo pela mulher Caridad (Sylvia Pasquel). Esta, era com certeza, a melhor personagem da novela. Fanática religiosa, era amarga, e vivia menosprezando o fracasso do filho, e obcecada por tornar Rocío uma irmã de caridade, para expiar suas culpas. Num dos lances da novela, ela atira contra Alejandro, e faz Ulises assumir a culpa. Caridad vai enlouquecendo no desenrolar da novela, e uma das razões é revelada: Néstor havia namorado ela no passado, mas a considerava uma mulher fácil, e a trocou por Esperanza!

E, por fim, a família de Elena, os Robles. Alfonsina morre no começo da segunda fase, deixando viúvo Leonardo (Aaron Hernán), que sofria de Alzheimer, e as filhas sozinhas. Enquanto Elena era uma mulher dedicada e brilhante, a outra filha, Karina (Gabriela Platas) era ardilosa, interesseira e ainda por cima, cleptomaníaca. Assim que descobria que Elena era filha de Fernán, se aproximava do milionário para tentar tirar proveito. Leonardo vivia com ciúme de Fernán, e também era contra o romance entre a filha e Ulises.

HURACAN-03Nesta bela gama de personagens complexos e boas histórias, a história se dividiu em três momentos. A primeira fase, que durou poucos capítulos, foi bastante empolgante, e naquele momento, de fato, houve torcida por Elena e Ulises. A segunda fase começa, e vai até o capítulo 35 mais ou menos. Acontece a morte de Alfonsiva, o reencontro entre Elena e Ulises, e a aproximação de Fernán com Elena. Ela até então ignora que ele seja seu pai, e logo que descobre, ele morre num acidente de lancha. Aí vem o momento onde a história perde um pouco o fôlego. Neste momento, a história – um pouco sem rumo – gira em torno das discussões ecológicas e empresariais. Raymundo desfalca a empresa “Nautilus”, e para cobrir uma dívida de jogo, culpa Ulises de um grande roubo.

Na reta final, a novela cresce com grande vigor. Ulises vai preso, e com tudo contra ele, fica preso por longos meses. Temendo que nunca escape, magoa Elena propositalmente, o que a joga nos braços de Ray, que a pede em casamento e ela aceita. Ulises escapa da cadeia, e rapta a noiva no dia do casamento. Os últimos capítulos foram emocionantes. Um grande furacão se aproxima da cidade, e o destino de todos os personagens é traçado. Caridad enlouquece. Leonardo consegue salvar o filho de Rocío e Santiago. Néstor mata Raymundo acreditando que era Ulises no meio da tormenta. Thelma sofre um acidente e também morre. Diante de tanta tristeza, Néstor se suicida, caminhando rumo ao fundo do mar. Elena e Ulises finalmente ficam juntos.

HURACAN-04A audiência também correspondeu ao rumo que a novela tomou na reta final, incrementando seu público. Mas, após a novela, a Televisa resolveu extinguir por um bom tempo novelas na faixa das 22h. Isso só seria retomando quando o seriado Amor Mío foi exibido em 2006, empurrando as novelas do horário nobre a começarem às 21h30. Alejandro Camacho e Rebecca Jones conseguiram, contudo, fazer uma grande produção, arrojada e grandiosa, no quesito técnico (com muito mais externas que o convencional para a Televisa) e de elenco. A tempestade do capítulo final, por exemplo, foi extremamente bem feita, teve uma direção impecável (o próprio Camacho era o diretor), e a sequência de cenas foi empolgante.

Só que o verdadeiro furacão aconteceu atrás das câmeras. Desde o início, os produtores travaram uma batalha com a direção da emissora, que queria colocar a novela entre 18h e 19h, e eles insistiram (muito) para que a novela ocupasse uma vaga às noites. Conseguiram. Era o desejo da dupla que Rebecca Jones fosse a protagonista da novela, mas a Televisa considerou que ter uma produtora-protagonista não seria uma boa ideia, pelo desgaste de ambas funções. Como adendo, em 1991, Florinda Meza foi produtora e protagonista da novela Milagro y Magia, e recebeu inúmeras críticas.

Diante da recusa, os produtores pensaram em Veronica Merchant para viver Elena. A atriz vinha dos sucessos de Lazos de Amor (1995) e Luz Clarita (1996). Mas a própria Televisa decidiu que Angélica Rivera seria a protagonista. A atriz estava em alta pelo êxito de La Dueña (1995). Mas a imposição caiu como uma bomba para os produtores, que não estavam de acordo com a escalação. O clima de inimizade reinou do começo ao fim. Angélica Rivera alegava, da parte dela, que tinha problemas com alguém da produção, mas isentava Camacho e Jones de qualquer culpa. Segundo Angélica, essa era até então sua novela mais difícil, pois se criavam rumores a respeito dela – que não queria compartilhar camarim, que atrasava as gravações, que não se dava bem com os colegas. Durante uma das gravações, Angélica chegou a renunciar a novela, mas por intermédio dos produtores, voltou atrás. A própria admitiu o episódio durante entrevista.

HURACAN-05Depois da novela finalizada, foi a vez de Rebecca Jones se pronunciar. Ela reclamou da indisciplina da atriz, e que ela teria, inclusive, reclamado da falta de espaço da protagonista Elena em comparação a Ulises. Não foi apenas Angélica Rivera a render notícias. O ator Constantino Costas foi escalado para viver o personagem Lobato, o capanga da “Nautilus”, e que vivia prejudicando Ulises desde a juventude. Constantino teria dito que não faria um personagem “de empregado” e renunciou a novela, deixando a emissora. O ator foi substituído por Héctor Cruz. O fracasso da novela colaborou para o desligamento de Rebecca Jones da emissora, e posteriormente, de Alejandro Camacho.

Entre altos e baixos, a novela teve um elenco cheio de estrelas. Alguns erros comprometeram o resultado final. De fato, a personagem Elena era a mais plana dos personagens. Não era apenas a mocinha, de fato, haviam situações que ela centralizava, mas o papel era comum, sem grandes voos. Já Eduardo Palomo viveu praticamente uma reedição do lendário Juan del Diablo de Corazón Salvaje (1993). Não fosse o contexto histórico diferente, já que Huracán era contemporânea, os personagens tinham muitos pontos em comum: Ulises era marginalizado e renegado pela alta sociedade, trabalhava em um barco, tinha cabelos compridos, ar soturno e sedutor. Mas, de fato, era um tipo que caía bem a Palomo, e ele fez muito bem o personagem.

HURACAN-06Alexis Ayala deu continuidade a série de vilões sofisticados interpretados por ele. Uma boa atuação, mas sem o destaque de outros trabalhos. Foi a primeira grande oportunidade de Maya Mishalska, que fez muito bem o papel de mulher sedutora e inconsequente. Mas o grande vilão da trama era mesmo Néstor, brilhante interpretação do primeiro ator Jorge Russek. Não era o tipo malvado que é só malvado, tinha um carisma interessante no personagem. Esse veio a ser o último personagem em novelas. Em 1998, o ator se preparava para gravar a novela Tres Mujeres, quando sofreu um ataque cardíaco e faleceu. Ele viria a ser substituído por Patricio Castillo nessa ocasião.

Outro ator cujo último trabalho foi Huracán foi Fernando Balzaretti. O ator sofreu uma embolia e após quatro meses em coma, faleceu em 1998. Não foi seu melhor personagem, mas não era ruim. Do núcleo dos Vargaslugo, dois atores tiveram bons papéis. Eric del Castillo pôde ser visto como um homem fraco, dominado pelas mulheres – um tipo diferente na carreira do ator. E Pilar Pellicer brilhou como a megera Ada, uma mulher realmente detestável, e que sempre estava querendo causar algum conflito.

Mas o grande momento foi mesmo de Sylvia Pasquel. Sua atuação foi irrepreensível e fez a personagem brilhar dentro da novela. Caridad chegava a ser tragicômica de tão multifacetada. Sylvia Pasquel dificilmente passa em branco, e tem facilidade com a comédia, e embora este não fosse um personagem cômico, ela conseguiu humanizar a fanática religiosa com uma certa dose de graça que respeitou a essência do papel.

HURACAN-07A novela ainda revelou o talento de jovens atores. Alejandra Barros fez aqui sua estreia em novelas, e fez um casal, junto a Alejandro Ibarra, que ganhou a preferência do público. A história de amor entre Rocío e Santiago tinha todos os elementos do bom folhetim, e serviu de apoio quando a história de amor dos protagonistas Elena e Ulises não tinha o mesmo approach com o público. Curiosamente, mesmo tendo sido um bom lançamento, Alejandra Barros só voltaria a ter oportunidades maiores anos depois.

Merecem destaque ainda os trabalhos de Aaron Hernan e Gabriela Platas. A novela contou com a participação de alguns atores que viriam a ser famosos. Sherlyn, por exemplo, fazia a filha da personagem de Maya Mishalska. Dulce María interpretou Rocío na primeira fase da novela. Lamenta-se que Ludwika Paleta, logo após o êxito da Tita de María la del Barrio (1995), tenha tido um papel tão sem graça quanto Norma, a filha mais velha de Ezequiel, e melhor amiga de Rocío. É estranho a talentosa atriz ter um personagem tão fraco, sendo que Rocío e Karina eram papéis muito mais interessantes, e estavam feitos por atrizes até então menos conhecidas.

Apesar dos pesares, Huracán foi uma boa novela. Uma novela séria, adulta, com temas menos explorados pelas histórias de amor convencional. Faltou mesmo uma história de amor mais forte – que muito combinaria com o tipo de novela – para que a audiência entrasse nos eixos e deixasse o tempo ruim apenas como um elemento da história, e não de fora dela.

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22 comentários sobre “[1997] Huracán

  1. João Vitor N. Mendes

    Apesar dos pesares, eu gostei dessa novela! Talvez seja porque sou completamente apaixonado por Corazon Salvaje e como você, disse, os personagens do Palomo são bem parecidos! Talvez o problema seja a quantidade de personagens importantes e que poderiam ser resumidos em um só! Considero que a historia também é um pouco fraca, poderia ter elementos mais fortes na historia principal.

  2. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Não Daniel, Huracán não tem nada a ver com La Tempestad… Podem até ter pontos em comum pela ambientação, mas só. Huracán foi original de Orlando Merino e Jaime García Estrada e La Tempestad é uma versão bem, mas bem livre, de La Tormenta, de “Kiko” Olivieri.

  3. Matheus

    Muito obrigado por escrever essa resenha, tive curiosidade dessa novela o porto é muito lindo , gostaria de pedir en nombre del amor, las vias del amor e abismo de pasión

  4. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Opa Matheus, já anotei seus pedidos! Aguarde! E eu também achei as locações de Huracán muito bonitas… E o principal: bem aproveitadas na novela.

  5. Matheus

    Realmente Thiago , as vezes certas novelas se gravam em lugares muito lindos mas nem sempre é aproveitado o local e acabam sempre jogando na Ciudad de México!!! Desculpe se as vezes te irrito com meus pedidos é que adora novelas mexicanas principalmente pelas suas cachetadas e instrumentais

  6. Melissa

    Adoro suas resenhas, será que pode escrever sobre el triunfo del amor e lá gata?

  7. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Mas isso das externas até na Globo, Matheus… Nos primeiros capítulos, viagens internacionais, externas grandiosas…Depois puro estúdio e cidade cenográfica…Porque as gravações começam a ficar apertadas, etc.

  8. Matheus

    Apertadas como o custo do orçamento ? E sobre as cachetadas de diversas novelas você gosta

  9. Letícia

    Eu gostei desta novela,mas sou suspeita pra falar pois amo Eduardo Palomo..Realmente essa novela tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo oque a tornava um pouco cansativa.Ah esse site é muito bom se gostaria de sugerir que falasse sobre a novela Ramona que está engavetada no SBT,pois como já disse amo Eduardo Palomo.

  10. Matheus José

    Nossa, a resenha de Ramona seria muito legal. Acho essa novela e a produtora Lucy Orozco tão injustiçadas pela Televisa.

  11. Lucas Santos

    Eu gostei muito de Huracán! Coincidentemente, esses dias mesmos estava revendo as primeiras cenas do compacto em dvd.
    Na minha opinião, foi uma novela a frente do seu tempo. As novela de agora costumam ter tantos personagens quanto Huracán. Talvez houvesse um excesso de destaque pra alguns secundários em Huracán, mas isso vemos com frequência hoje em dia.
    O erro foi mesmo não tem uma grande história de amor entre os protagonistas, e não da Angelica Rivera ser a mocinha. Não foi seu melhor papel, mas não comprometeu.
    As cenas do furacão nos últimos capítulos são maravilhosas. As produções de hoje em dia deveriam resgatar cenas feitas “manualmente”, ao invés de sempre apelar para efeitos de gosto duvidoso.
    Eu recomendo essa novela, que, ao meu ver, foi incompreendida em sua época.

  12. Diogo

    acho q ue Huracan valeu pela tentativa de fazer algo diferente…..gosto da trama…acho q faltou dar mais força pra história de amor….mas houveram bons papéis e boas histórias…

    o problema é q pra cada huracan que não dá certo…eles fazem mil remakes de tramas batidas….nada contra a novela rosa…sou mto fã…inclusive sou totalmente contra narconovelas…e não gosto tanto das de comédia…meu negócio é a trama clássica mesmo….o que Huracán também é… enfim…espero q novelas como essa também tenham chance…

  13. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sim Lucas, tem um ponto que você citou que vale até aprofundar. Hoje em dia há tanta preguiça na produção de algumas coisas, que há uma apelação a efeitos visuais bem duvidosos. Há um acidente de carro no primeiro capítulo de Amor Bravío (2012), que dá vergonha. A produção do furacão no capítulo final de Huracán mostra como as vezes fazer artesanalmente a cena tem um resultado muito mais rico!

  14. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Quando as novelas “diferentes” fazem sucesso, nunca é no mesmo nível das populares mesmo! “Para Volver a Amar” foi diferente, mas não foi um sucesso de audiência. “Yo No Creo en los Hombres”, recente, teve um certo êxito, mas nada comparado ao remake do remake “Lo Que La Vida Me Robó”. Assim que, quando uma novela original fracassa, vira um “crime” produzir outro original tão cedo… É por isso que estamos numa safra de desgaste das mesmas tramas, com preguiça de fazer até uma nova adaptação, vide “Que Te Perdone Dios”.

  15. Diogo

    não sou contra remakes…sou contra o desgaste das MESMAS tramas sempre…por isso sempre é válido um Huracãn….de qualquer forma..já agradeço que a televisa não faça narconovelas…acho aquilo horrível

  16. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Sim, mil vezes Huracán que qualquer narconovela (mesmo as de sucesso)…

  17. Luccas

    Acho essa novela bonitinha, uma das melhores que vi por DVD. Essa consegui terminar, geralmente as que vi por DVD não gosto, mas essa achei bem simpática, talvez por adorar a Angélica Rivera.

  18. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Eu também tenho o DVD de Huracán e recomendo muito! O DVD é bem editado, e você tem um pouco de cada trama da novela! Dá pra entender tudo direitinho!

  19. Leandro Moura

    1996 e 1997 foram os anos das novelas diferentes: Desencuentro, La Sombra del Otro, Huracán, Pueblo chico infierno grande… Nem todas fizeram sucesso, mas muitas foram muito marcantes e apresentaram ótimas histórias.
    Eu assisti há algum tempo as cenas finais de Desencuentro e Pueblo chico infierno grande e fiquei até bastante emocionado com os finais trágicos que ambas as novelas tiveram. O caso de Desencuentro foi ainda mais surpreendente e até mesmo um tanto chocante. Já Pueblo Chico foi uma novela de época que, mesmo não tendo altos índices de audiência, se tornou um verdadeiro clássico. Verônica Castro arrasou!
    Já sobre Huracán, fiquei bastante curioso pra ver a cena desse furacão, ainda mais que as novelas mexicanas nunca foram muito boas em efeitos especiais (em pleno 2003 eu tenho que aguentar um chroma key tosquíssimo na morte do Atílio em Mariana de la Noche. Ngm merece!). Vou procurar no Youtube.

  20. Thiago Fernandes Autor da Postagem

    Ah sim, é que o Salvador Mejía é preguiçoso e é muito mais simples fazer as coisas usando chroma key do que movimentar um estúdio inteiro. Em Huracán, tudo foi feito de maneira artesanal, o que confere mais realidade. Claro que não dá pra comparar com Globo, até porque estamos voltando ao ano de 1998 quando a cena foi ao ar, mas garanto que vale a pena ver. Assista aos dois últimos capítulos!

  21. Leandro Moura

    Thiago,
    eu assisti a cena do furacão nos capítulos finais. Meu Deus do Céu, o que foi isso? Eu me desesperei junto com os personagens! O furacão pode ter até ter sido feito de forma artesanal, mas mesmo assim foi muito bem produzido! Os produtores usaram e abusaram do recurso da “câmera tremida” que, mesmo sendo um recurso um tanto batido nos dias de hoje, deixou as cenas ainda mais tensas e realistas. A trilha sonora também contribuiu para o clima de total desespero. Caramba, que coisa! kkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Também achei bem diferente e original que o furacão selou o destino dos personagens (notadamente os vilões). A gente fica tão acostumado com vilões sofrendo acidentes, ficando loucos, se matando, ou indo pra cadeia, que realmente chama a atenção ver os vilões morrendo ou pagando devido a um furacão.
    Vou ver se assisto a novela completa assim q eu terminar Manancial, A Dona e Teresa (é, minha lista de novelas pra assistir tá ficando bem grande hehehehe).

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